"Não há porque chorar por um amor que já morreu".
É, rapaz. Concordo mais uma vez contigo. Você muda a versão e eu continuo concordando.
Tem coisas que o próprio tempo faz a força de resolver para que ninguém se machuque. Laços se desfazem, amores se despedem, páginas viram com o passar do vento.
Certo que às vezes é necessário rodar a manivela e isso requer esforço, certo que o motor precisa de ajuda para sair da inércia. Sim. Mas como nossas ações são sempre o resultado da briga entre a massa cinzenta e o miocárdio e nessa guerra nunca saberemos quem é o mais digno de respeito, o tempo é o mais sábio. Com o tempo, os maiores vendavais assentam poeira. E aí fica possível enxergar claramente. Respostas são dadas (ou a falta delas, o que é uma resposta) com o tempo. E quem sente, entende. Assim como quem pensa. Então coração e mente fazem as pazes e se pode caminhar tranquilo rumo ao desconhecido.
Porque de relação só se aprende tentando. Uma vez a gente se descabela, numa outra fica em paz, de uma próxima gargalha do destino ou ainda fica querendo desaparecer... cada caso, um caso. Nem a gente mesmo pode se dizer que é o mesmo numa próxima vez.
Então você me diz que é hora de deixar tudo como está e eu entendo.
Então o sol resove aparecer na minha casa escura e eu aceito.
Ano novo.
Ventos novos.
Cabeça equilibrada no pescoço sem tombar. Peito cheio de fé em dias melhores.
Porque, além de minha avó que tinha propriedade de causa para tal, nunca vi ninguém que tenha morrido de amor.
gostou?
gostou?
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
- Por onde você andava?
- Pensando.
- Eu te esperei tanto... Conseguiu?
- Quase.
- E o que falta?
- Falta.
- O quê?
- ...
- ...
- Eu preciso ainda...
- De quê? Eu dou.
- Não. Eu preciso ainda descobrir o que é preciso.
- Entendi.
.
.
.
- Isso é bom ou ruim?
- Qual a diferença? Em algum lugar o ruim vai ser bom e o contrário idem. Deixa assim que o tempo mostra.
- Só o tempo.
- Só o tempo.
- Pensando.
- Eu te esperei tanto... Conseguiu?
- Quase.
- E o que falta?
- Falta.
- O quê?
- ...
- ...
- Eu preciso ainda...
- De quê? Eu dou.
- Não. Eu preciso ainda descobrir o que é preciso.
- Entendi.
.
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- Isso é bom ou ruim?
- Qual a diferença? Em algum lugar o ruim vai ser bom e o contrário idem. Deixa assim que o tempo mostra.
- Só o tempo.
- Só o tempo.
domingo, 14 de dezembro de 2008
Lost
Sempre fui meio lerda pra modas, até hoje não li o Harry Potter.
Então há uma semana resolvi começar a ver Lost e estou acabando as temporadas que saíram em DVD (só faltam 5 episódios, o que será de mim???), matutando se vou ou não baixar o resto pela internet.
Esse troço vicia.
Sei que já tenho minha teoria formada, que a cada capítulo só se confirma. E tenho quase certeza que eles me surpreenderão e me farão pensar: "bobinha, você achava mesmo que era isso?"
Enfim.
Me apeguei aos caras, sonhei com a Kate essa noite, o Sawyer tem me mostrado a cada dia que vilão que é vilão é maneiro e você entende o lado dele, o autor sabe fazer você torcer pelo mocinho sem que exatamente você queira isso, quero que o Mr. Eko volte porque ele era foda e estou orgulhosíssima do Brasil por ter um Rodrigo Santoro fazendo uma participação ainda que pequena. E ele falando inglês ficou curioso...
Euforias à parte.
Ando pensando em destino à beça.
E que coincidências não existem.
E que a gente tem mania de querer consertar as coisas.
E que é pura culpa.
E que ver televisão também nos faz pensar na vida.
E que, no fundo, no fundo, alguém está vendo tudo isso.
Hehehe.
Piadinhas internas à parte, estou bem, não se preocupem.
Um minuto.
O último episódio acabou num suspense absurdo, preciso voltar pra minha pipoca.
.
Conselho?
Assistam.
Mas quando estiverem assim, meio de férias, meio com tempo. Porque o troço te pega mesmo.
Bad robot.
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Então há uma semana resolvi começar a ver Lost e estou acabando as temporadas que saíram em DVD (só faltam 5 episódios, o que será de mim???), matutando se vou ou não baixar o resto pela internet.
Esse troço vicia.
Sei que já tenho minha teoria formada, que a cada capítulo só se confirma. E tenho quase certeza que eles me surpreenderão e me farão pensar: "bobinha, você achava mesmo que era isso?"
Enfim.
Me apeguei aos caras, sonhei com a Kate essa noite, o Sawyer tem me mostrado a cada dia que vilão que é vilão é maneiro e você entende o lado dele, o autor sabe fazer você torcer pelo mocinho sem que exatamente você queira isso, quero que o Mr. Eko volte porque ele era foda e estou orgulhosíssima do Brasil por ter um Rodrigo Santoro fazendo uma participação ainda que pequena. E ele falando inglês ficou curioso...
Euforias à parte.
Ando pensando em destino à beça.
E que coincidências não existem.
E que a gente tem mania de querer consertar as coisas.
E que é pura culpa.
E que ver televisão também nos faz pensar na vida.
E que, no fundo, no fundo, alguém está vendo tudo isso.
Hehehe.
Piadinhas internas à parte, estou bem, não se preocupem.
Um minuto.
O último episódio acabou num suspense absurdo, preciso voltar pra minha pipoca.
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Conselho?
Assistam.
Mas quando estiverem assim, meio de férias, meio com tempo. Porque o troço te pega mesmo.
Bad robot.
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domingo, 7 de dezembro de 2008
To Live Alone
O cara que inventou o perfex devia morar sozinho!
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Dicas para quem exerce a tarefa de cuidar de sua própria casa sem, necessariamente, ter lá tempo pra isso:
- Perfex é perfex. Os paninhos amarelos ficam úmidos por mais tempo, portanto cheiram pior.
- Gastar um pouquinho mais com geléia, café e mostarda de boa qualidade, se você vive sozinho, vale à pena o retorno.
- Pão francês congelado fresquinho fica como saindo da padaria se sair do freezer direto pro forninho.
- Cada coisa na casa ter o seu lugar ajuda na organização e guardar a coisa assim que terminar de usar evita aquelas arrumações gigantes que não se sabe por onde começar.
- Roupa pendurada esticadinha quase não precisa passar.
- Ter sempre um vizinho amigo com quem você possa deixar as chaves de casa ajuda nos perrengues.
- Incensos, bom-ar e afins não limpam. Quem tem alergia sabe disso.
C'est ça.
Coisitas que aprendemos com a casa.
Da série "mamãe tinha razão".
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Dicas para quem exerce a tarefa de cuidar de sua própria casa sem, necessariamente, ter lá tempo pra isso:
- Perfex é perfex. Os paninhos amarelos ficam úmidos por mais tempo, portanto cheiram pior.
- Gastar um pouquinho mais com geléia, café e mostarda de boa qualidade, se você vive sozinho, vale à pena o retorno.
- Pão francês congelado fresquinho fica como saindo da padaria se sair do freezer direto pro forninho.
- Cada coisa na casa ter o seu lugar ajuda na organização e guardar a coisa assim que terminar de usar evita aquelas arrumações gigantes que não se sabe por onde começar.
- Roupa pendurada esticadinha quase não precisa passar.
- Ter sempre um vizinho amigo com quem você possa deixar as chaves de casa ajuda nos perrengues.
- Incensos, bom-ar e afins não limpam. Quem tem alergia sabe disso.
C'est ça.
Coisitas que aprendemos com a casa.
Da série "mamãe tinha razão".
domingo, 30 de novembro de 2008
Tudo Palhaçada
Jornal, TV, calçadas próximas à Cobal do Humaitá.
Tudo palhaçada, não fosse trágico.
O resto, todo o resto, sou só eu.
E meu bendito olhar.
Palhaçada.
Tudo palhaçada, não fosse trágico.
O resto, todo o resto, sou só eu.
E meu bendito olhar.
Palhaçada.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Banalogias
.
Tento não deixar o 'toc' ser maior do que meu dia a dia.
Tento não me importar 100% com as diferenças de gênero no uso do simples tampo do vaso sanitário.
Mas me dei conta que desde que saí da limpíssima e esterilizadíssima casa de mamãe tenho implicâncias com qualquer assento íntimo.
Afinal, talvez seja ali o único momento em que estamos realmente sozinhos.
Filosofias matinais à parte, fez parte da arrumação da casa me presentear com o detalhe mais detalhe do detalhe de minha casinha: um tampo novo. Branquinho e brilhante, como na casa de mamãe.
Sempre quis, mas sempre ficou pra depois.
Sabe que valeu à pena?
Foi como uma renovação interna, ou um novo e poderoso defumador adentrando a casa.
Incrível.
Perda de tempo, ainda mais parar pra escrever sobre!?
Nem.
Quis deixar registrado.
O Domingos que diz que qualquer desejo que você tenha, por menor que seja, deve ser respeitado. "A máquina de desejar do homem é muito frágil, se não for satisfeia, quebra".
Sábias palavras.
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Tento não deixar o 'toc' ser maior do que meu dia a dia.
Tento não me importar 100% com as diferenças de gênero no uso do simples tampo do vaso sanitário.
Mas me dei conta que desde que saí da limpíssima e esterilizadíssima casa de mamãe tenho implicâncias com qualquer assento íntimo.
Afinal, talvez seja ali o único momento em que estamos realmente sozinhos.
Filosofias matinais à parte, fez parte da arrumação da casa me presentear com o detalhe mais detalhe do detalhe de minha casinha: um tampo novo. Branquinho e brilhante, como na casa de mamãe.
Sempre quis, mas sempre ficou pra depois.
Sabe que valeu à pena?
Foi como uma renovação interna, ou um novo e poderoso defumador adentrando a casa.
Incrível.
Perda de tempo, ainda mais parar pra escrever sobre!?
Nem.
Quis deixar registrado.
O Domingos que diz que qualquer desejo que você tenha, por menor que seja, deve ser respeitado. "A máquina de desejar do homem é muito frágil, se não for satisfeia, quebra".
Sábias palavras.
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Sobre Filmes, Caixas e Cedilha
Festival te entope de filmes, conceitos, ideias, diferentes olharese imaginacoes.
E ha uns filmes que te desentopem, tiram a esperta rolhinha dos olhos e te fazem renovar aquelas que ja quase viravam pedras de tao paradas lagrimas.
Muito bom.
Fora o orgulho que so aumenta, pois os melhores filmes que vi, e nao so eu achei como todo o publico, sao dos meus amigos.
Muito, muito bom.
Nessa, vi minha irma, linda, linda, enorme e talentosa.
Sem tamanho.
Meu peito quase explode, minha cabeca remoi ideias. Algumas imagens, frases e argumentos insistem em nao serem esquecidos:
"Ah, entao voce e daqueles que quando esta de frente pro que sempre quis, vira as costas?"
- Ela guardava o coracao numa caixinha e resolveu devolve-lo ao peito. Ele resolveu enterrar o seu. Ela retirou novamente e devolveu pra caixa.
- Ele a deixou partir sem que ficassem entendidos pos-briga e ela nao poderia mais voltar.
Muitas informacoes.
Crio coragem para sair do carona do meu carro sem motorista, como no sonho da irma, coragem de viver a vida.
Vida de gente grande.
Minha devol vida.
Retorno o coracao pro peito, que de la nao mais saira, sigo confiante de volta pra minha cidade.
Proximo passo: arrumar a casa.
Todas elas.
E dessa vez, arrumar e revisar sem noias, sem me importar se o teclado nao tem acentos.
Sem ter medo de escrever coracao sem cedilha, isso em nada muda a intensidade do orgao, em si.
Hora de sair. Vou voar.
E ha uns filmes que te desentopem, tiram a esperta rolhinha dos olhos e te fazem renovar aquelas que ja quase viravam pedras de tao paradas lagrimas.
Muito bom.
Fora o orgulho que so aumenta, pois os melhores filmes que vi, e nao so eu achei como todo o publico, sao dos meus amigos.
Muito, muito bom.
Nessa, vi minha irma, linda, linda, enorme e talentosa.
Sem tamanho.
Meu peito quase explode, minha cabeca remoi ideias. Algumas imagens, frases e argumentos insistem em nao serem esquecidos:
"Ah, entao voce e daqueles que quando esta de frente pro que sempre quis, vira as costas?"
- Ela guardava o coracao numa caixinha e resolveu devolve-lo ao peito. Ele resolveu enterrar o seu. Ela retirou novamente e devolveu pra caixa.
- Ele a deixou partir sem que ficassem entendidos pos-briga e ela nao poderia mais voltar.
Muitas informacoes.
Crio coragem para sair do carona do meu carro sem motorista, como no sonho da irma, coragem de viver a vida.
Vida de gente grande.
Minha devol vida.
Retorno o coracao pro peito, que de la nao mais saira, sigo confiante de volta pra minha cidade.
Proximo passo: arrumar a casa.
Todas elas.
E dessa vez, arrumar e revisar sem noias, sem me importar se o teclado nao tem acentos.
Sem ter medo de escrever coracao sem cedilha, isso em nada muda a intensidade do orgao, em si.
Hora de sair. Vou voar.
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