.
domingo assisti ao novo longa do joão jardim no festival de brasília.
título: "amor?"
.
me intrigou a interrogação.
porque tem muita gente que dá nome de amor sentimentos outros que, segundo meu entendimento, passam bastante longe disso: dependência, insistência, covardia, doença, fissura... isso para pegar leve. o filme trata de casos extremos de gente que não pega nem um pouco leve.
casais que se "amam" tanto que destroem a vida do outro. e a própria.
mas perguntas valem até mesmo para o mais sutil dos casos. aliás, é no mais sutil dos casos que vale a pena interrogar.
porque quando você fala de um cara que chegou a colocar uma arma dentro da boca da "amada", a história ecoa tão distante da nossa realidade que raramente seríamos capazes de nos identificar com a raiz da questão.
mas vejamos.
tirando a violência física, de tirar sangue, tirando a violência psicológica, de enlouquecer e acabar com a liberdade do outro, tirando os casos extremos.
será que nós mesmos não nos violentamos sutilmente, em nome do "amor"?
que amor é esse?
que visa a diminuição do outro, que pouco acrescenta, que a união é mais apego do que real vontade?
que apego é esse? carência da mão dada? medo de sentirmo-nos sós, ou apenas uma maneira de ficar bem na foto, acompanhado?
se vivemos as nossas escolhas, podemos e devemos escolher o nosso bem... não?
e esse amor, é ele um bem? traz ele um bem?
amor pra mim soma, não subtrai.
amor pra mim até sobrevive apesar de. apesar do desgaste do tempo, da dispersão da distância, sobrevive a pequenas falhas, desleixos ou raivas passageiras.
mas escuta.
tudo tem limite.
tudo.
e tem de ter.
e só a gente é quem pode impor onde é que termina o outro e começa o nosso. onde é que "daqui não passa".
as mulheres personagens do filme estão, por sorte, vivas. e puderam contar aquelas histórias.
e se estão vivas foi porque, no meio do turbilhão, conseguiram por um ponto final.
que no fundo
no miolo do furacão
no nó principal do problema
é a gente quem decide por qual caminho quer passear.
gostou?
gostou?
terça-feira, 30 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Mosaico
e quanto mais se sorri por fora
mais arde dentro
e o quanto mais linda, mais brilho, mais dança
mais por dentro se contorce
mosaico
a figura bela e curiosa
de mil caquinhos lado a lado
certas coisas não podem ser o outro a te ensinar
mas, querendo ou não, a gente passa a saber
a gente aprende sozinho.
mais arde dentro
e o quanto mais linda, mais brilho, mais dança
mais por dentro se contorce
mosaico
a figura bela e curiosa
de mil caquinhos lado a lado
certas coisas não podem ser o outro a te ensinar
mas, querendo ou não, a gente passa a saber
a gente aprende sozinho.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Aprendendo
.
certa vez me ensinaram a fazer uma fogueira.
eu precisava de gravetos, galhos de várias espessuras e lenhas mais grossas, fogo... e oxigênio.
acender os gravetos com o fogo, ir passando para os galhos cada vez mais grossos, dar aquela sopradinha pra brasa pegar.
e deixar o ar agir.
deixar o fogo respirar para a fagulha virar chama: fluf!
que sem oxigênio, o fogo apaga.
.
certa vez me ensinaram a fazer massa de pizza.
eu precisava de farinhas, azeite, fermento biológico, sal, água morna...
e espaço... e tato.
fazer o monte de farinha e sal com o buraquinho no meio. diluir o fermento na água morna, o azeite só pra soltar da mão.
e saber o grau da força da mão.
e ter espaço na bacia pra deixar a massa descansar
que sem espaço, a massa não tem pra onde crescer.
.
certa vez me ensinaram a revelar fotos no quarto escuro.
eu precisava de papel fotográfico, negativo, a maquininha de copiar, muitas químicas, lâmpada vermelha... e tempo.
colocar o negativo na maquininha, o papel fotográfico logo abaixo, fazer a reprodução, deixar o papel de molho na química.
e esperar.
que se tirar o papel antes da hora, a imagem não aparece.
.
vez nenhuma me ensinaram sobre como lidar com o amor.
mas algo me diz que muito tem a ver com ar, espaço, tato e tempo.
que parece mesmo conseguirmos muito aprendendo por associação.
.
certa vez me ensinaram a fazer uma fogueira.
eu precisava de gravetos, galhos de várias espessuras e lenhas mais grossas, fogo... e oxigênio.
acender os gravetos com o fogo, ir passando para os galhos cada vez mais grossos, dar aquela sopradinha pra brasa pegar.
e deixar o ar agir.
deixar o fogo respirar para a fagulha virar chama: fluf!
que sem oxigênio, o fogo apaga.
.
certa vez me ensinaram a fazer massa de pizza.
eu precisava de farinhas, azeite, fermento biológico, sal, água morna...
e espaço... e tato.
fazer o monte de farinha e sal com o buraquinho no meio. diluir o fermento na água morna, o azeite só pra soltar da mão.
e saber o grau da força da mão.
e ter espaço na bacia pra deixar a massa descansar
que sem espaço, a massa não tem pra onde crescer.
.
certa vez me ensinaram a revelar fotos no quarto escuro.
eu precisava de papel fotográfico, negativo, a maquininha de copiar, muitas químicas, lâmpada vermelha... e tempo.
colocar o negativo na maquininha, o papel fotográfico logo abaixo, fazer a reprodução, deixar o papel de molho na química.
e esperar.
que se tirar o papel antes da hora, a imagem não aparece.
.
vez nenhuma me ensinaram sobre como lidar com o amor.
mas algo me diz que muito tem a ver com ar, espaço, tato e tempo.
que parece mesmo conseguirmos muito aprendendo por associação.
.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Vizinhos
.
barulho de chave.
barulho de chave na porta da frente.
.
- Oi, boa noite.
- Noite.
.
dedo no botão do elevador.
mão atrapalhada na fechadura.
.
- Quer uma ajuda aí?
- Não, é só a chave nova que tô testando... acho que não ficou boa.
- Hum. (...) Conseguiu, achar o síndico?
- Ahã, ontem.
- Hum. Que bom.
- É.
.
tempo. silêncio.
.
- Amanhã vão fechar a água.
- É. Chato.
- Chato. (...) Ficou bem, essa roupa em você.
- Oi?
- A roupa.
- Ah. 'É nova, mas ninguém tinha reparado', pensa. Mas somente 'Obrigada', diz.
-Hum.
.
chega o elevador
destrava a chave da porta
.
- Tchau, boa noite.
- Noite.
...
Ter vizinho é ter total intimidade com aquele que te desconhece por completo.
.
barulho de chave.
barulho de chave na porta da frente.
.
- Oi, boa noite.
- Noite.
.
dedo no botão do elevador.
mão atrapalhada na fechadura.
.
- Quer uma ajuda aí?
- Não, é só a chave nova que tô testando... acho que não ficou boa.
- Hum. (...) Conseguiu, achar o síndico?
- Ahã, ontem.
- Hum. Que bom.
- É.
.
tempo. silêncio.
.
- Amanhã vão fechar a água.
- É. Chato.
- Chato. (...) Ficou bem, essa roupa em você.
- Oi?
- A roupa.
- Ah. 'É nova, mas ninguém tinha reparado', pensa. Mas somente 'Obrigada', diz.
-Hum.
.
chega o elevador
destrava a chave da porta
.
- Tchau, boa noite.
- Noite.
...
Ter vizinho é ter total intimidade com aquele que te desconhece por completo.
.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Raspa O Tacho, Mas Fala Baixo
esse era o título de uma estorinha da turma da mônica que li lá na remota infância e, sabe-se lá por que cargas d’água, nunca mais esqueci.
sei que falava da raspa do doce da vó nena, tia da magali, fera em quitutinhos e cujos tachos eram alvo de briga da turma. é. eu também amava raspar os tachos de bolo da minha mãe, embora nem soubesse que o nome daquilo era tacho, aprendi com o maurício de souza. é. eu era uma criança gulosa.
não me importava com minha madrinha dizendo que podia fazer mal, que dava dor de barriga, até mesmo usando o golpe baixo do “aí dentro tem ovo cru”... o tacho era mais gostoso que o bolo, eu dizia, com os dedinhos lambuzados dentro da vasilha. ficava sentadinha no chão da cozinha e era capaz de dizer se aquele bolo ficaria bom ou não, só pelo gosto da massa. virei especialista!
eis que um dia, numa visita à loja de importados para cozinha (alegria da minha mãe, quando abriu uma perto de casa), ela chega com um sorriso largo e uma espátula molenga de silicone que deixava o pote tão limpo que era em vão a minha tentativa de meter o dedo no fundo da cumbuca.
minha mãe aderiu ao pão duro. e eu fiquei desconsolada.
hoje, cerca de dezoito a vinte anos após este episódio, tenho minha própria casa e, óbvio, não uso o pão duro. na verdade, nem sabia que tinha. foi um dia, numa visita da minha mãe, que ela achou um absurdo, onde estava ele, e, no que fui procurar, descobri sua existência.
faço bolo coisa de uma vez de três em três anos e hoje tive o prazer de raspar um tacho novamente! o bolo está no forno e, se meu radar infantil ainda funciona, vai ficar delicioso. e o melhor de tudo foi poder raspar o tacho sem ninguém repreender, poder voltar a ser moleca dentro das minhas quatro paredes! nada de pão duro, meus dedinhos não desaprenderam a técnica de deixar rapidamente uma cumbuca lisinha, como se estivesse limpa.
mas essa coisa toda na verdade foi só pra contextualizar mais uma pérola da minha mãe. porque me lembrei do dia em que ela veio aqui e sentiu falta do meu pão duro. “ah, tati, não é possível que você não tenha um pão duro, ninguém vive sem um pão duro, sua mãe vai te dar um pão duro e você vai ver como vai ser muito melhor...” só que minha mãe, figurinha, mestre em mudar a semântica das palavras, cismava que o nome do objeto ao invés de “pão”, era “pau”. releia as falas dela, por favor, com a devida mudança...
é, mãe, pode ser...
como diz meu pai, igual a essa, só mandando fazer.
.
sei que falava da raspa do doce da vó nena, tia da magali, fera em quitutinhos e cujos tachos eram alvo de briga da turma. é. eu também amava raspar os tachos de bolo da minha mãe, embora nem soubesse que o nome daquilo era tacho, aprendi com o maurício de souza. é. eu era uma criança gulosa.
não me importava com minha madrinha dizendo que podia fazer mal, que dava dor de barriga, até mesmo usando o golpe baixo do “aí dentro tem ovo cru”... o tacho era mais gostoso que o bolo, eu dizia, com os dedinhos lambuzados dentro da vasilha. ficava sentadinha no chão da cozinha e era capaz de dizer se aquele bolo ficaria bom ou não, só pelo gosto da massa. virei especialista!
eis que um dia, numa visita à loja de importados para cozinha (alegria da minha mãe, quando abriu uma perto de casa), ela chega com um sorriso largo e uma espátula molenga de silicone que deixava o pote tão limpo que era em vão a minha tentativa de meter o dedo no fundo da cumbuca.
minha mãe aderiu ao pão duro. e eu fiquei desconsolada.
hoje, cerca de dezoito a vinte anos após este episódio, tenho minha própria casa e, óbvio, não uso o pão duro. na verdade, nem sabia que tinha. foi um dia, numa visita da minha mãe, que ela achou um absurdo, onde estava ele, e, no que fui procurar, descobri sua existência.
faço bolo coisa de uma vez de três em três anos e hoje tive o prazer de raspar um tacho novamente! o bolo está no forno e, se meu radar infantil ainda funciona, vai ficar delicioso. e o melhor de tudo foi poder raspar o tacho sem ninguém repreender, poder voltar a ser moleca dentro das minhas quatro paredes! nada de pão duro, meus dedinhos não desaprenderam a técnica de deixar rapidamente uma cumbuca lisinha, como se estivesse limpa.
mas essa coisa toda na verdade foi só pra contextualizar mais uma pérola da minha mãe. porque me lembrei do dia em que ela veio aqui e sentiu falta do meu pão duro. “ah, tati, não é possível que você não tenha um pão duro, ninguém vive sem um pão duro, sua mãe vai te dar um pão duro e você vai ver como vai ser muito melhor...” só que minha mãe, figurinha, mestre em mudar a semântica das palavras, cismava que o nome do objeto ao invés de “pão”, era “pau”. releia as falas dela, por favor, com a devida mudança...
é, mãe, pode ser...
como diz meu pai, igual a essa, só mandando fazer.
.
sábado, 24 de julho de 2010
Um Menino, A Rua E A Barbárie
odeio rotular as pessoas. que, no fundo, acho que ninguém é apenas aquilo que aparenta. que, sinceramente, penso ser restritivo demais, não se pode julgar o um pela média de ação do todo. mas às vezes o mundo grita em clichês, as pessoas assumem ser e agir conforme o estereótipo, negando toda a minha teoria de individualização.
o playboyzinho pitbull morador da barra da tijuca que bate pega no carrão do papai. o policial corrupto de pouca instrução que pede 10 mil reais para encobrir um crime e se fazer de surdo, cego e louco.
tudo aquilo que estamos todos carecas de saber, toda essa repetição que parece balela e nem mobiliza mais palavra nenhuma, escrito nenhum, todo mundo já sabe. mas se torna evidente quando a situação esbarra (literalmente) num menino que parece até escolhido a dedo para causar interesse e atenção nacional: o caçula, bom menino, inteligente, bonito, tranqüilo e pé no chão. filho de uma mulher que tem fama de transbordar alegria, transbordar amor pelos filhos, ostentar lindamente o cartaz da família unida. irmão de um cara que tem seis mil grandes amigos, que adora e é adorado por todos eles, que torce pelo irmão-menino e nos incentiva, os amigos, a torcer junto. que faz com que nós também nos aproximemos desse menino, aumentando a comoção. mas para fechar a caixinha com carimbo “prestem atenção”, essa mulher, esse irmão, são conhecidos e queridos nacionalmente, o que faz o caso não ser esquecido simplesmente, o que faz a estória se repetir por (por enquanto) cinco dias seguidos na capa do nosso maior jornal. foi preciso acontecer uma reviravolta na vida dessa mulher, foi preciso que essa mulher seja uma celebridade, para que seja mostrado em caps lock tudo aquilo que diariamente fingimos não ver.
e então socialmente, penso: e se fosse um dos outros dois meninos, como acabaria essa estória? ou melhor, em que ponto seria abafada essa estória? ou melhor, teria eu sabido dessa estória?
e então pessoalmente, penso: por trás de tudo há uma mãe. e, como mãe, a única coisa que sei é que deveria ser proibido por lei natural mãe perder filho. que isso vai contra qualquer lógica.
e então humanamente, penso: como é possível que nesse momento, nessa madrugada em que tudo começou, a preocupação do playboyzinho, seu papai e o sr. policial é em apagar as evidências do carro, retirar as provas do local do atropelamento e, certamente, passar no banco pra fazer os devidos “pagamentos”??? alguém por favor grita no ouvido desses três que “as provas do local” é um menino que precisa de atendimento? alguém por favor sacode essas cabeças pra que talvez elas percebam que gente que é gente, quando erra, precisa tentar consertar o erro e se apresentar, ao invés de apagar as provas e tentar sair ileso? alguém, por favor, faça isso. mas de uma próxima vez, posto que agora já não dá mais tempo.
e no meio de mil questões fico sem nenhuma resposta, a não ser a afirmação de que a mente humana vai mal, vai bastante mal. e não sei se há remédio para essa doença, posto que não se trata mais apenas de educação. é uma educação um pouco mais abrangente que não sei onde se aprende nem como se ensina.
a única coisa que as manchetes do jornal me mostram é que, tanto nesse caso, como por exemplo no outro do goleiro (infelizmente do meu time) que não gosto nem de repetir o nome: rico pra mim não é aquele que tem dinheiro. rico pra mim é aquele que teve condição de aprender o básico dessa educação que não se ensina na escola. quem sabe um dia, há de se ensinar.
o playboyzinho pitbull morador da barra da tijuca que bate pega no carrão do papai. o policial corrupto de pouca instrução que pede 10 mil reais para encobrir um crime e se fazer de surdo, cego e louco.
tudo aquilo que estamos todos carecas de saber, toda essa repetição que parece balela e nem mobiliza mais palavra nenhuma, escrito nenhum, todo mundo já sabe. mas se torna evidente quando a situação esbarra (literalmente) num menino que parece até escolhido a dedo para causar interesse e atenção nacional: o caçula, bom menino, inteligente, bonito, tranqüilo e pé no chão. filho de uma mulher que tem fama de transbordar alegria, transbordar amor pelos filhos, ostentar lindamente o cartaz da família unida. irmão de um cara que tem seis mil grandes amigos, que adora e é adorado por todos eles, que torce pelo irmão-menino e nos incentiva, os amigos, a torcer junto. que faz com que nós também nos aproximemos desse menino, aumentando a comoção. mas para fechar a caixinha com carimbo “prestem atenção”, essa mulher, esse irmão, são conhecidos e queridos nacionalmente, o que faz o caso não ser esquecido simplesmente, o que faz a estória se repetir por (por enquanto) cinco dias seguidos na capa do nosso maior jornal. foi preciso acontecer uma reviravolta na vida dessa mulher, foi preciso que essa mulher seja uma celebridade, para que seja mostrado em caps lock tudo aquilo que diariamente fingimos não ver.
e então socialmente, penso: e se fosse um dos outros dois meninos, como acabaria essa estória? ou melhor, em que ponto seria abafada essa estória? ou melhor, teria eu sabido dessa estória?
e então pessoalmente, penso: por trás de tudo há uma mãe. e, como mãe, a única coisa que sei é que deveria ser proibido por lei natural mãe perder filho. que isso vai contra qualquer lógica.
e então humanamente, penso: como é possível que nesse momento, nessa madrugada em que tudo começou, a preocupação do playboyzinho, seu papai e o sr. policial é em apagar as evidências do carro, retirar as provas do local do atropelamento e, certamente, passar no banco pra fazer os devidos “pagamentos”??? alguém por favor grita no ouvido desses três que “as provas do local” é um menino que precisa de atendimento? alguém por favor sacode essas cabeças pra que talvez elas percebam que gente que é gente, quando erra, precisa tentar consertar o erro e se apresentar, ao invés de apagar as provas e tentar sair ileso? alguém, por favor, faça isso. mas de uma próxima vez, posto que agora já não dá mais tempo.
e no meio de mil questões fico sem nenhuma resposta, a não ser a afirmação de que a mente humana vai mal, vai bastante mal. e não sei se há remédio para essa doença, posto que não se trata mais apenas de educação. é uma educação um pouco mais abrangente que não sei onde se aprende nem como se ensina.
a única coisa que as manchetes do jornal me mostram é que, tanto nesse caso, como por exemplo no outro do goleiro (infelizmente do meu time) que não gosto nem de repetir o nome: rico pra mim não é aquele que tem dinheiro. rico pra mim é aquele que teve condição de aprender o básico dessa educação que não se ensina na escola. quem sabe um dia, há de se ensinar.
sábado, 3 de julho de 2010
Insônia
insônia realmente é angustiante. ou deve ser, para quem tem. felizmente durmo que nem criança e em qualquer lugar. mas andei lendo um artigo do drauzio varella sobre o tema e resolvi compartilhar!
segue então o artigo dele, posteriormente comentado por esta que vos escreve.
com vocês:
dicas para quem dorme pouco por alguém que dorme muito:
Insônia
A insônia se caracteriza pela incapacidade de conciliar o sono e pode manifestar-se em seu período inicial, intermediário ou final. O tempo necessário para um sono reparador varia de uma pessoa para outra. A maioria, porém, precisa dormir de sete a oito horas para acordar bem disposta. Pesquisas recentes sugerem que aqueles que consideram suficientes quatro ou cinco horas de sono por noite, na realidade, necessitariam dormir mais. Aparentemente, pessoas mais velhas dormem menos. Entretanto, o tempo que passam dormindo pode ser exatamente o mesmo da mocidade, dividido em períodos mais curtos e de sono mais superficial. Localizar as causas da insônia pode ser facilitado pela poli-sonografia, um exame que monitora o paciente enquanto dorme.
senhor drauzio, o senhor acha mesmo que um insone vai conseguir dormir cheio de fio na cabeça? se ele não consegue na tranquilidade do seu lar?!
dica n° 1: esqueça que o que você tem é uma doença. está tudo bem com você, só falta relaxar...
Insônia pode ser tratada com medicamentos que devem ser prescritos pelo médico. Não se automedique.
"não se automedique" em nenhuma situação, não é mesmo? mas eu desconfio dos médicos. tomar remédio pra dormir? só em caso extremo, não? porque ele não vai te curar a insônia (a causa em si), vai fazer você chapar naquele dia.
dica n° 2: esqueça que o que você tem é uma doença. está tudo bem com você, só falta relaxar...
Causas da insônia
A insônia pode ter causas orgânicas e psíquicas. Pesquisas apontam a produção inadequada de serotonina pelo organismo e o estresse provocado pelo desgaste quotidiano ou por situações-limite como causas mais importantes.
bem, no caso de situações limite (como algo importante "de tirar o sono" no dia seguinte) não podemos chamar isso de insônia, não é mesmo? é normal, todo mundo tem direito de ter dias especiais nessa vida, o que é até saudável. mas se isso acontece todos os dias, acho que está na hora de rever seu conceito de "dias especiais" e "momentos importantes".
Recomendações
Algumas mudanças simples no estilo de vida podem ajudar a combater a insônia, mesmo quando ela for crônica:
·Limite o consumo de cafeína presente no café, chás, colas, chocolates, etc. Até a cafeína usada como ingrediente de alguns alimentos pode prejudicar o sono das pessoas mais sensíveis;
já provou chá-fé? prove de novo. da primeira vez eu também não gostei. hoje em dia não consigo tomar nem um gole de expresso. mas, se isso é impossível pra você, então tome menos, não é mesmo? seu estômago agradece.
·Converse com seu médico sobre os remédios que esteja usando. Certos medicamentos descongestionantes podem ser tão estimulantes quanto a cafeína;
lá vem o dr. drauzio e sua mania de remédios. remédio é coisa pra doente. por que que todo médico parte do princípio de que somos doentes?
dica n°3: esqueça que o que você tem é uma doença. está tudo bem com você, só falta relaxar...
·Exercite-se regularmente, mas não perto da hora de dormir. Atividade física regular é essencial para quem sofre de ansiedade e ajuda a dormir melhor. No entanto, a prática de exercícios vigorosos à noite pode atrapalhar o sono;
ontem saiu no jornal que exercício físico à noite fazia bem pro sono... enfim, enquanto os médicos discutem seus detalhes, de uma coisa a gente sabe: se dá sono ou não, não importa. mas só o fato de cansar já ajuda. estar cansado é o primeiro passo para dormir...
·Estabeleça uma rotina para seu horário de dormir e de despertar. O relógio biológico responde melhor se habituado a horários regulares. Mesmo nos finais de semana, tente manter o esquema estabelecido para os dias úteis;
isso porque provavelmente ele é um cidadão de rotina. se você é autônomo como eu, sabe que é um pouco difícil ter uma rotina quando não é você quem escolhe seus horários. e que a cada dia é alguém diferente quem escolhe os seus horários. portanto, confie apenas no seu despertador e tente se dar 8 horas de sono. e, às vezes, dizer "não posso, pra mim não vai dar" também é legal.
·Procure relaxar antes de ir para cama. Ouça música, leia um pouco, converse, assista a um filme. Lembre-se de que, depois de uma noite de sono reparador, as soluções para os problemas podem fluir melhor. Se nada disso resolver, vale a pena buscar ajuda profissional;
e acrescentaria a essa lista de relaxar: um vinho e coisinhas relaxantes. entendam a segunda coisa conforme seu gosto pessoal.
·Use técnicas de relaxamento. Progressivamente contraia e relaxe todos os músculos do corpo, começando pelos dedos dos pés e terminando na face. Massageie suavemente o couro cabeludo. Tente visualizar uma cena ou paisagem que lhe traga satisfação;
nunca tinha ouvido falar nessa técnica de relaxamento de contrair e relaxar todos os músculos... e olha que faço teatro há mais de 20 anos e a maioria das aulas começam ou terminam com o relaxamento. vou experimentar. quanto à massagem, essa pra mim é a melhor solução para quem tem insônia. mas como pra isso é preciso que haja alguém disponível para isso antes de você dormir, aconselho mexer na sobrancelha bem levinho. você mesmo faz e dá um soniiiim...
·Tome um banho morno. Deixe a água escorrer pelo corpo durante algum tempo, pois isso ajuda a relaxar os músculos tensos;
perfeito. tem também a bolsa de água quente, que é como levar o banho morno pra cama!
·Tome um copo de leite morno. O leite contém o aminoácido triptofano, que relaxa os músculos e induz o sono;
particularmente, odeio leite. só com café. mas, como estamos aqui falando de quem não tem facilidade para dormir (porque eu realmente não vejo problema em tomar um café quentinho e dormir em seguida...) tenho um outro conselho que li outro dia e me pareceu bom: leite morno com canela é bom pro sono. se vai te fazer dormir eu não sei, mas o sabor do leite morno com canela me pareceu bastante agradável...
·Experimente ingerir chás à base de ervas como camomila, erva-doce, erva-cidreira, etc. Eles têm sido usados há séculos por pessoas que garantem sua ação relaxante;
não confunda com chás à base de chá preto. iced tea não é bem um chazinho, vai.
·Certifique-se de que não há claridade no quarto e a temperatura é agradável. Mesmo pouca luz pode atrapalhar o sono de algumas pessoas.
black out nas cortinas!
·Use protetores nos ouvidos, se o barulho incomoda e não há como eliminá-lo;
na cidade grande, isso é realmente um problema. até eu tenho acordado querendo bater no responsável pela obra aqui do lado.
·Escolha o colchão adequado para seu peso e altura. Colchões muito macios ou muito duros são contra-indicados;
·Reserve a cama somente para dormir e para relações íntimas. Evite ler, ver TV, trabalhar e conversar no quarto;
tirei o computador do quarto! super aconselho!
·Relações sexuais são relaxantes. Após o orgasmo, as pessoas tendem a ficar sonolentas;
olha só, que maravilha. eu confesso que fico muito bem disposta, obrigada, após as relações. mas como elas vêm geralmente acompanhadas de cafuné eu durmo rapidamente. aliás, quando é mesmo que eu não durmo rapidamente?
mas ainda sobre isso, outro dia estive pensando sobre os tântricos da vida. porque assim, deve ser excepcional. na verdade, o mínimo do mínimo que pude experimentar, comprovou. é excepcional. mas não é preciso expelir seus potenciais junto do tal zinco, para relaxar? então, meu amigo tântrico, desapegue. você vai produzir mais, não se preocupe.
·Levante-se, se não conseguiu dormir depois de trinta minutos deitado. Ficar na cama acordado pode aumentar a ansiedade, a irritação e, conseqüentemente, a insônia. Procure distrair-se com alguma atividade tranqüila e depois, mais cansado, volte para a cama e tente dormir. Repita o esquema, se necessário. Usando essa técnica, muitas pessoas conseguem reverter o processo.
discordei, dr dráuzio. penso que essa situação está errada desde o início da sua colocação. se o insone já vai pra cama pensando que ele é insone e não vai conseguir dormir (ai meu deus, está na hora de dormir, eu sou insone e não vou conseguir dormir)... pára tudo. tudo errado, assim você não vai dormir mesmo.
dica n°4: esqueça que o que você tem é uma doença. está tudo bem com você, só falta relaxar...
então, se está na hora de dormir, vá deitar. se você não conseguir dormir, não tem problema, não durma. mas descanse seu corpo, pelo menos. não dá pra pensar que nós é que controlamos o sono, tem de deixar ele vir. e o corpo precisa dele, mais cedo ou mais tarde ele vai vir.
então se você passou a noite inteira deitado, descansando, e sem dormir, levante-se na hora em que tem de levantar e siga seu dia normalmente. o corpo está descansado para isso. na próxima noite, faça o mesmo. deite sem a preocupação de ter de dormir. só descanse o corpo. nem o maior dos insones vai conseguir virar mais de 3 noites... eu acho.
bom, o artigo do dr. dráuzio acaba meio deprê, achei melhor parar por aqui.
então fui olhar outros especialistas, já que, mesmo admirando o dr varella, discordei bastante dele. google, pesquisa, insônia, mil artigos, tempo passa e eu lendo, lendo, lendo.
enquanto lia, pensava: mas por quê, meu deus, essas pessoas não conseguem dormir??
então olhei o relógio.
daqui a pouco vai amanhecer.
e daqui a mais um pouco eu vou acordar.
e o que eu estou fazendo acordada até essa hora???
entendi os insones.
.
segue então o artigo dele, posteriormente comentado por esta que vos escreve.
com vocês:
dicas para quem dorme pouco por alguém que dorme muito:
Insônia
A insônia se caracteriza pela incapacidade de conciliar o sono e pode manifestar-se em seu período inicial, intermediário ou final. O tempo necessário para um sono reparador varia de uma pessoa para outra. A maioria, porém, precisa dormir de sete a oito horas para acordar bem disposta. Pesquisas recentes sugerem que aqueles que consideram suficientes quatro ou cinco horas de sono por noite, na realidade, necessitariam dormir mais. Aparentemente, pessoas mais velhas dormem menos. Entretanto, o tempo que passam dormindo pode ser exatamente o mesmo da mocidade, dividido em períodos mais curtos e de sono mais superficial. Localizar as causas da insônia pode ser facilitado pela poli-sonografia, um exame que monitora o paciente enquanto dorme.
senhor drauzio, o senhor acha mesmo que um insone vai conseguir dormir cheio de fio na cabeça? se ele não consegue na tranquilidade do seu lar?!
dica n° 1: esqueça que o que você tem é uma doença. está tudo bem com você, só falta relaxar...
Insônia pode ser tratada com medicamentos que devem ser prescritos pelo médico. Não se automedique.
"não se automedique" em nenhuma situação, não é mesmo? mas eu desconfio dos médicos. tomar remédio pra dormir? só em caso extremo, não? porque ele não vai te curar a insônia (a causa em si), vai fazer você chapar naquele dia.
dica n° 2: esqueça que o que você tem é uma doença. está tudo bem com você, só falta relaxar...
Causas da insônia
A insônia pode ter causas orgânicas e psíquicas. Pesquisas apontam a produção inadequada de serotonina pelo organismo e o estresse provocado pelo desgaste quotidiano ou por situações-limite como causas mais importantes.
bem, no caso de situações limite (como algo importante "de tirar o sono" no dia seguinte) não podemos chamar isso de insônia, não é mesmo? é normal, todo mundo tem direito de ter dias especiais nessa vida, o que é até saudável. mas se isso acontece todos os dias, acho que está na hora de rever seu conceito de "dias especiais" e "momentos importantes".
Recomendações
Algumas mudanças simples no estilo de vida podem ajudar a combater a insônia, mesmo quando ela for crônica:
·Limite o consumo de cafeína presente no café, chás, colas, chocolates, etc. Até a cafeína usada como ingrediente de alguns alimentos pode prejudicar o sono das pessoas mais sensíveis;
já provou chá-fé? prove de novo. da primeira vez eu também não gostei. hoje em dia não consigo tomar nem um gole de expresso. mas, se isso é impossível pra você, então tome menos, não é mesmo? seu estômago agradece.
·Converse com seu médico sobre os remédios que esteja usando. Certos medicamentos descongestionantes podem ser tão estimulantes quanto a cafeína;
lá vem o dr. drauzio e sua mania de remédios. remédio é coisa pra doente. por que que todo médico parte do princípio de que somos doentes?
dica n°3: esqueça que o que você tem é uma doença. está tudo bem com você, só falta relaxar...
·Exercite-se regularmente, mas não perto da hora de dormir. Atividade física regular é essencial para quem sofre de ansiedade e ajuda a dormir melhor. No entanto, a prática de exercícios vigorosos à noite pode atrapalhar o sono;
ontem saiu no jornal que exercício físico à noite fazia bem pro sono... enfim, enquanto os médicos discutem seus detalhes, de uma coisa a gente sabe: se dá sono ou não, não importa. mas só o fato de cansar já ajuda. estar cansado é o primeiro passo para dormir...
·Estabeleça uma rotina para seu horário de dormir e de despertar. O relógio biológico responde melhor se habituado a horários regulares. Mesmo nos finais de semana, tente manter o esquema estabelecido para os dias úteis;
isso porque provavelmente ele é um cidadão de rotina. se você é autônomo como eu, sabe que é um pouco difícil ter uma rotina quando não é você quem escolhe seus horários. e que a cada dia é alguém diferente quem escolhe os seus horários. portanto, confie apenas no seu despertador e tente se dar 8 horas de sono. e, às vezes, dizer "não posso, pra mim não vai dar" também é legal.
·Procure relaxar antes de ir para cama. Ouça música, leia um pouco, converse, assista a um filme. Lembre-se de que, depois de uma noite de sono reparador, as soluções para os problemas podem fluir melhor. Se nada disso resolver, vale a pena buscar ajuda profissional;
e acrescentaria a essa lista de relaxar: um vinho e coisinhas relaxantes. entendam a segunda coisa conforme seu gosto pessoal.
·Use técnicas de relaxamento. Progressivamente contraia e relaxe todos os músculos do corpo, começando pelos dedos dos pés e terminando na face. Massageie suavemente o couro cabeludo. Tente visualizar uma cena ou paisagem que lhe traga satisfação;
nunca tinha ouvido falar nessa técnica de relaxamento de contrair e relaxar todos os músculos... e olha que faço teatro há mais de 20 anos e a maioria das aulas começam ou terminam com o relaxamento. vou experimentar. quanto à massagem, essa pra mim é a melhor solução para quem tem insônia. mas como pra isso é preciso que haja alguém disponível para isso antes de você dormir, aconselho mexer na sobrancelha bem levinho. você mesmo faz e dá um soniiiim...
·Tome um banho morno. Deixe a água escorrer pelo corpo durante algum tempo, pois isso ajuda a relaxar os músculos tensos;
perfeito. tem também a bolsa de água quente, que é como levar o banho morno pra cama!
·Tome um copo de leite morno. O leite contém o aminoácido triptofano, que relaxa os músculos e induz o sono;
particularmente, odeio leite. só com café. mas, como estamos aqui falando de quem não tem facilidade para dormir (porque eu realmente não vejo problema em tomar um café quentinho e dormir em seguida...) tenho um outro conselho que li outro dia e me pareceu bom: leite morno com canela é bom pro sono. se vai te fazer dormir eu não sei, mas o sabor do leite morno com canela me pareceu bastante agradável...
·Experimente ingerir chás à base de ervas como camomila, erva-doce, erva-cidreira, etc. Eles têm sido usados há séculos por pessoas que garantem sua ação relaxante;
não confunda com chás à base de chá preto. iced tea não é bem um chazinho, vai.
·Certifique-se de que não há claridade no quarto e a temperatura é agradável. Mesmo pouca luz pode atrapalhar o sono de algumas pessoas.
black out nas cortinas!
·Use protetores nos ouvidos, se o barulho incomoda e não há como eliminá-lo;
na cidade grande, isso é realmente um problema. até eu tenho acordado querendo bater no responsável pela obra aqui do lado.
·Escolha o colchão adequado para seu peso e altura. Colchões muito macios ou muito duros são contra-indicados;
·Reserve a cama somente para dormir e para relações íntimas. Evite ler, ver TV, trabalhar e conversar no quarto;
tirei o computador do quarto! super aconselho!
·Relações sexuais são relaxantes. Após o orgasmo, as pessoas tendem a ficar sonolentas;
olha só, que maravilha. eu confesso que fico muito bem disposta, obrigada, após as relações. mas como elas vêm geralmente acompanhadas de cafuné eu durmo rapidamente. aliás, quando é mesmo que eu não durmo rapidamente?
mas ainda sobre isso, outro dia estive pensando sobre os tântricos da vida. porque assim, deve ser excepcional. na verdade, o mínimo do mínimo que pude experimentar, comprovou. é excepcional. mas não é preciso expelir seus potenciais junto do tal zinco, para relaxar? então, meu amigo tântrico, desapegue. você vai produzir mais, não se preocupe.
·Levante-se, se não conseguiu dormir depois de trinta minutos deitado. Ficar na cama acordado pode aumentar a ansiedade, a irritação e, conseqüentemente, a insônia. Procure distrair-se com alguma atividade tranqüila e depois, mais cansado, volte para a cama e tente dormir. Repita o esquema, se necessário. Usando essa técnica, muitas pessoas conseguem reverter o processo.
discordei, dr dráuzio. penso que essa situação está errada desde o início da sua colocação. se o insone já vai pra cama pensando que ele é insone e não vai conseguir dormir (ai meu deus, está na hora de dormir, eu sou insone e não vou conseguir dormir)... pára tudo. tudo errado, assim você não vai dormir mesmo.
dica n°4: esqueça que o que você tem é uma doença. está tudo bem com você, só falta relaxar...
então, se está na hora de dormir, vá deitar. se você não conseguir dormir, não tem problema, não durma. mas descanse seu corpo, pelo menos. não dá pra pensar que nós é que controlamos o sono, tem de deixar ele vir. e o corpo precisa dele, mais cedo ou mais tarde ele vai vir.
então se você passou a noite inteira deitado, descansando, e sem dormir, levante-se na hora em que tem de levantar e siga seu dia normalmente. o corpo está descansado para isso. na próxima noite, faça o mesmo. deite sem a preocupação de ter de dormir. só descanse o corpo. nem o maior dos insones vai conseguir virar mais de 3 noites... eu acho.
bom, o artigo do dr. dráuzio acaba meio deprê, achei melhor parar por aqui.
então fui olhar outros especialistas, já que, mesmo admirando o dr varella, discordei bastante dele. google, pesquisa, insônia, mil artigos, tempo passa e eu lendo, lendo, lendo.
enquanto lia, pensava: mas por quê, meu deus, essas pessoas não conseguem dormir??
então olhei o relógio.
daqui a pouco vai amanhecer.
e daqui a mais um pouco eu vou acordar.
e o que eu estou fazendo acordada até essa hora???
entendi os insones.
.
Assinar:
Postagens (Atom)