Descoloriu.
É bom pra repintar o papel em branco.
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Seduzir as pedras, catedrais, coração
Amar é perder o tom nas comas da ilusão
Revelar todo sentido
Vou andar, vou voar pra ver o mundo
Nem que eu bebesse o mar encheria o que eu tenho de fundo"
ele disse.
"Canta
Vira a dor pelo avesso, canta
Larga essa vida assim às tontas
Deixa esse desenganar"
ela disse.
Viro do avesso o fundo da paixão.
Largo esse seduzir.
Deixo de perder o tom às tontas.
Vou andar pra ver se encheria esse desenganar.
No meu canto.
digo eu.
sábado, 1 de novembro de 2008
No Auge do (des) Processo
saiu:
É verão e caminho em versão pálida.
É cidade e praia e luzes e câmeras
e preciso passar em museu.
E de que maneira seria assim possível?
Treino línguas, tons menores,
toco olhar,
anéis,
tambores.
Fujo da razão.
A razão única agora é a inexistência dela.
Tudo o que é meu mais meu
mais "eu sinto"
urge por ser resgatado
deve ser isso:
pura saudade de mim.
E o que dizer sobre o que se passou?
Que estava louca,
que antecedi os passos, os dei mais largos,
errei nas escolhas?
Que caminhava em estrada errada, andava mal interpretada,
mal aproveitada, dava voltas em bolha minha?
Não.
Não.
Apenas necessitava (e ainda) do corpo na sombra,
da cabeça no colo, no travesseiro, de lembrar da casa o cheiro.
De caminhar.
Sem pressa.
***
e depois do descanso merecido, a volta, por fora ainda pálida, reluz em arco-íris interno.
É verão e caminho em versão pálida.
É cidade e praia e luzes e câmeras
e preciso passar em museu.
E de que maneira seria assim possível?
Treino línguas, tons menores,
toco olhar,
anéis,
tambores.
Fujo da razão.
A razão única agora é a inexistência dela.
Tudo o que é meu mais meu
mais "eu sinto"
urge por ser resgatado
deve ser isso:
pura saudade de mim.
E o que dizer sobre o que se passou?
Que estava louca,
que antecedi os passos, os dei mais largos,
errei nas escolhas?
Que caminhava em estrada errada, andava mal interpretada,
mal aproveitada, dava voltas em bolha minha?
Não.
Não.
Apenas necessitava (e ainda) do corpo na sombra,
da cabeça no colo, no travesseiro, de lembrar da casa o cheiro.
De caminhar.
Sem pressa.
***
e depois do descanso merecido, a volta, por fora ainda pálida, reluz em arco-íris interno.
sábado, 25 de outubro de 2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Título
Vá sem pressa, dizem.
Sim. Estou conseguindo.
Leiam o que escrevo.
Mas não escrevam o que eu falo.
Falem o que eu digo.
Mas não façam o que eu faço.
Para a lucidez não há remédios.
Sim. Estou conseguindo.
Leiam o que escrevo.
Mas não escrevam o que eu falo.
Falem o que eu digo.
Mas não façam o que eu faço.
Para a lucidez não há remédios.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Sobre Partir (de ir embora)
...Ele precisava sair dali.
Aquela cidade tinha ficado pequena...
Já não espero pra afastar
Só desespero faz andar
Desço num poço, desvirginarei
e ainda corto um pedaço daquilo que sei
Sábios me acusam de existir
Desparafusam a razão:
tão inquieta que tenta ferir
Tão solitária - paragem estação
Já não procuro desistir
Só e seguro sobrevir
Peço, não posso agir como achei
e ainda meço o passo que ontem andei
Lábios não tentam me impedir
Desacorrentam meu querer:
tão insecreto trajeto de ação
Tão solitário - paragem estação
Agústia é preencher
(tentar).
letra escrita sobre a melodia do Antonio.
que além de músico, é meu.
.
domingo, 21 de setembro de 2008
Sobre o Desenvolvimento da Coisa-Gente
.
Então, no fim, ela estava pronta para começar.
.
Ela se sentia um tanto casca, um tanto gema, um tanto não-pronta.
Mas estava ali, cumprindo o dever tal que lhe teriam proposto.
O dever que duraria uma temporada tal que ela teria aceitado.
Mas pronta, pronta, assim, prontíssima.
Não, não sentia.
A volta pra casa pós-dever realizado era sempre com a sensação de que um bocado mais poderia ser feito.
E toda semana ela tentava acertar.
Às vezes com mais, às vezes com menos satisfação.
E ela ouvia o retorno. Atenta, ouvia.
E observava quieta. Atenta, observava.
Eis que chegou o dia último do dever que ela se comprometera em fazer.
Chegou o último dia e no último dia ela chegou lá.
Estava pronta. Finalmente.
Ouviu de voz que nem sua era sobre seu desenvolvimento ali.
Sim. A coisa ficou enxergável.
Um dever compriiiido.
Um dever cumprido.
.
Então, no fim, ela estava pronta para começar.
.
Ela se sentia um tanto casca, um tanto gema, um tanto não-pronta.
Mas estava ali, cumprindo o dever tal que lhe teriam proposto.
O dever que duraria uma temporada tal que ela teria aceitado.
Mas pronta, pronta, assim, prontíssima.
Não, não sentia.
A volta pra casa pós-dever realizado era sempre com a sensação de que um bocado mais poderia ser feito.
E toda semana ela tentava acertar.
Às vezes com mais, às vezes com menos satisfação.
E ela ouvia o retorno. Atenta, ouvia.
E observava quieta. Atenta, observava.
Eis que chegou o dia último do dever que ela se comprometera em fazer.
Chegou o último dia e no último dia ela chegou lá.
Estava pronta. Finalmente.
Ouviu de voz que nem sua era sobre seu desenvolvimento ali.
Sim. A coisa ficou enxergável.
Um dever compriiiido.
Um dever cumprido.
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