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sábado, 31 de maio de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Ciclos, Círculos e Pontos Finais.
tem horas em que o melhor é respirar e seguir adiante.
melhor do que tentar esmurrar minhas facas já sem ponta.
e seguir significa parar de tentar. insistir é não deixar fluir.
se o mundo sempre caminhou melhor do que eu,
por que agora essa mania de querer ser leme?
sempre fui melhor motor de popa...
ciclos são eternos.
círculos voltam ao mesmo ponto.
pontos finais no plural, são reticências...
será hora de trocar de título?
melhor do que tentar esmurrar minhas facas já sem ponta.
e seguir significa parar de tentar. insistir é não deixar fluir.
se o mundo sempre caminhou melhor do que eu,
por que agora essa mania de querer ser leme?
sempre fui melhor motor de popa...
ciclos são eternos.
círculos voltam ao mesmo ponto.
pontos finais no plural, são reticências...
será hora de trocar de título?
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Amigos
- Vamos apostar corrida até cair no chão, morrer de rir, cantar bem alto e na volta pra casa tomar suco azul com pão de queijo?
E vão.
Sem nem perguntar que porra é essa de suco azul.
E vão.
Sem nem perguntar que porra é essa de suco azul.
Continua a Caminhada
e se o silêncio incomoda a quem não ouve,
imagina a quem não grita.
é como se raiva e tristeza no mesmo bolo virassem nó.
na garganta.
e nada passa.
nenhumas palavras.
nem pela cabeça, passa.
somente sensações
merdacorrearrancaescrotoagarrafogequeronãoquero
mataolhavaziovaziovaziosilênciocalmaqueronãotenho
precisonãotenhovocênãotenhomorrernãotenho
coragemoqueé?verdadeondeestámerdafogerespira
palavrassomemseusexogritagritagritamastatudoentupido.
a boca abre e só sai lacuna.
os olhos fecham pra não sair mais nada.
eu desejo meus sorrisos de bicicleta na lagoa
imagina a quem não grita.
é como se raiva e tristeza no mesmo bolo virassem nó.
na garganta.
e nada passa.
nenhumas palavras.
nem pela cabeça, passa.
somente sensações
merdacorrearrancaescrotoagarrafogequeronãoquero
mataolhavaziovaziovaziosilênciocalmaqueronãotenho
precisonãotenhovocênãotenhomorrernãotenho
coragemoqueé?verdadeondeestámerdafogerespira
palavrassomemseusexogritagritagritamastatudoentupido.
a boca abre e só sai lacuna.
os olhos fecham pra não sair mais nada.
eu desejo meus sorrisos de bicicleta na lagoa
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Tava Faltando...
Era como se sem ele ela se sentisse menor, mais frágil, e não era hora.
Ela precisava ser forte.
Mas se sentia nua. Faltando um pedaço.
Como se suas próprias mãos não entendessem a falta dele. Ela olhava para as mãos e quase podia ouvi-las em apelo...
Até mesmo o espelho do elevador denunciava a falta.
Parecia sério.
Ela então tentou disfarçar para si, sublimar o pequeno, fingir não se importar.
Telefonou para o rapaz da agência que tratava de sua viagem (ainda tentando abstrair as mãos no gancho do telefone, sem ele) e continuou os afazeres.
Faltavam poucos dias para ela deixar a cidade e não teria tempo para ele.
"Esquece ele", pensou.
Terminou a consultoria da cliente que havia feito encomenda.
Desenhou a coleção outono-inverno da cliente-chefe.
Correu para a reunião às 19h mas chegou às 19h15.
"Desculpa".
Em casa, uma pilha de tecidos lhe esperava para virar acessórios.
"Mais uma noite de pouca cama".
Era madrugada e ela não se conteve
"Não vai dar pra viajar sem ele!!"
Telefone!!
Disca...
"Alô? Farmácia 24 horas? Um esmalte vermelho, por favor?"
Pintou as unhas.
Não dava mais para continuar vivendo naquele mundo sem cor.
Ela precisava ser forte.
Mas se sentia nua. Faltando um pedaço.
Como se suas próprias mãos não entendessem a falta dele. Ela olhava para as mãos e quase podia ouvi-las em apelo...
Até mesmo o espelho do elevador denunciava a falta.
Parecia sério.
Ela então tentou disfarçar para si, sublimar o pequeno, fingir não se importar.
Telefonou para o rapaz da agência que tratava de sua viagem (ainda tentando abstrair as mãos no gancho do telefone, sem ele) e continuou os afazeres.
Faltavam poucos dias para ela deixar a cidade e não teria tempo para ele.
"Esquece ele", pensou.
Terminou a consultoria da cliente que havia feito encomenda.
Desenhou a coleção outono-inverno da cliente-chefe.
Correu para a reunião às 19h mas chegou às 19h15.
"Desculpa".
Em casa, uma pilha de tecidos lhe esperava para virar acessórios.
"Mais uma noite de pouca cama".
Era madrugada e ela não se conteve
"Não vai dar pra viajar sem ele!!"
Telefone!!
Disca...
"Alô? Farmácia 24 horas? Um esmalte vermelho, por favor?"
Pintou as unhas.
Não dava mais para continuar vivendo naquele mundo sem cor.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Lua Cheia
Era noite de lua e Ele voltava pra casa.
o mundo inteiro desmoronava.
mas Ele marchava tão certo, tão inteiro e adiante,
que nem percebeu.
e também o mundo que em pedaços se partia, não o viu.
Ele sorria enquanto não era visto por destroços.
Ele morava em outro mundo.
e seguia.
naquela noite de lua Ele foi certinho
inteirinho
todo no tempo certo.
e só Eu percebi.
o mundo inteiro desmoronava.
mas Ele marchava tão certo, tão inteiro e adiante,
que nem percebeu.
e também o mundo que em pedaços se partia, não o viu.
Ele sorria enquanto não era visto por destroços.
Ele morava em outro mundo.
e seguia.
naquela noite de lua Ele foi certinho
inteirinho
todo no tempo certo.
e só Eu percebi.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Grande Manoel
para a desesperada de amor que doente persegue uma relação saudável como um banho no lindo lago de coca cola light do amor
um:
um tirésias sub_atômico pediu que eu lhe avisasse:jogue reto. Se procurar desvios, faça como a água. Tanto em um caso como outro procure jogar como a criança. de verdade, na matéria. jogos são bons, desde que sejam, por mais abstratos, materiais.
dois:
o que é pode deixar de ser? o real pra mim é verdadeiro pra você?
três:
eu invento intenções. voce inventa enganos. eu e você enlaçam os pescoços com cordas discursivas para então depois acontecer o quê mesmo? já sei, suicídios possíveis. já sei, medrosas atitudes. já sei, dissipação de energia. não sei, o que você e eu querem dizer um ao outro mesmo?
quatro:
eu me predispus. você apareceu. eu já havia me decidido que haveria, por alguns meses, um você. e o você apareceu. mas você veio melhor que a encomenda. você é melhor que o você que o eu imaginou. e como fico? mais uma volta na corda.
cinco voltas:
nas corridas quem dá mais volta em menos tempo ganha. no mercado de suicídios também. obviamente o que vale é dar voltas e desaparecer nelas. ou então, performar a morte. um corpo no momento em que deixa de viver.
seis:
deixar de viver corresponderia, grosso modo, a deixar de produzir reações metabólicas. é mentira isso tudo. o corpo, mesmo morto, se transforma. a morte é a continuação da transformação. o corpo definha. o corpo vira o que era um corpo. o corpo se parte. o corpo, na realidade, dá a ver o que ele realmente é: meras plenas partes.
sete:
que importa quem diz eu?
oito?
para quem importam meus olhos? eles importam para quem os vê. eles são importados para todos os mundos que eu mesmo não vejo. mundos, mundos, mundos. as vezes não dou conta dos mundos. sempre, quis dizer.
nove
ela quis dizer ama você. mas ela ama mesmo a si. e isso é bom. verdadeiramente muito bom. ela quer se transformar. o bom disso é que ela quer que você a leve. uma mão, uma mãe. ela ama você. essencialmente. como a ela mesma olhando para ela por você. ela ama a si, por seus olhos, você, mediação. o eu que ela através de você consegue ver.
do Manu, Manolo, minha Cibele querida, que me deixa em desavesso.
querendo mais, tem link ali.
"telepifania".
um:
um tirésias sub_atômico pediu que eu lhe avisasse:jogue reto. Se procurar desvios, faça como a água. Tanto em um caso como outro procure jogar como a criança. de verdade, na matéria. jogos são bons, desde que sejam, por mais abstratos, materiais.
dois:
o que é pode deixar de ser? o real pra mim é verdadeiro pra você?
três:
eu invento intenções. voce inventa enganos. eu e você enlaçam os pescoços com cordas discursivas para então depois acontecer o quê mesmo? já sei, suicídios possíveis. já sei, medrosas atitudes. já sei, dissipação de energia. não sei, o que você e eu querem dizer um ao outro mesmo?
quatro:
eu me predispus. você apareceu. eu já havia me decidido que haveria, por alguns meses, um você. e o você apareceu. mas você veio melhor que a encomenda. você é melhor que o você que o eu imaginou. e como fico? mais uma volta na corda.
cinco voltas:
nas corridas quem dá mais volta em menos tempo ganha. no mercado de suicídios também. obviamente o que vale é dar voltas e desaparecer nelas. ou então, performar a morte. um corpo no momento em que deixa de viver.
seis:
deixar de viver corresponderia, grosso modo, a deixar de produzir reações metabólicas. é mentira isso tudo. o corpo, mesmo morto, se transforma. a morte é a continuação da transformação. o corpo definha. o corpo vira o que era um corpo. o corpo se parte. o corpo, na realidade, dá a ver o que ele realmente é: meras plenas partes.
sete:
que importa quem diz eu?
oito?
para quem importam meus olhos? eles importam para quem os vê. eles são importados para todos os mundos que eu mesmo não vejo. mundos, mundos, mundos. as vezes não dou conta dos mundos. sempre, quis dizer.
nove
ela quis dizer ama você. mas ela ama mesmo a si. e isso é bom. verdadeiramente muito bom. ela quer se transformar. o bom disso é que ela quer que você a leve. uma mão, uma mãe. ela ama você. essencialmente. como a ela mesma olhando para ela por você. ela ama a si, por seus olhos, você, mediação. o eu que ela através de você consegue ver.
do Manu, Manolo, minha Cibele querida, que me deixa em desavesso.
querendo mais, tem link ali.
"telepifania".
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