insônia realmente é angustiante. ou deve ser, para quem tem. felizmente durmo que nem criança e em qualquer lugar. mas andei lendo um artigo do drauzio varella sobre o tema e resolvi compartilhar!
segue então o artigo dele, posteriormente comentado por esta que vos escreve.
com vocês:
dicas para quem dorme pouco por alguém que dorme muito:
Insônia
A insônia se caracteriza pela incapacidade de conciliar o sono e pode manifestar-se em seu período inicial, intermediário ou final. O tempo necessário para um sono reparador varia de uma pessoa para outra. A maioria, porém, precisa dormir de sete a oito horas para acordar bem disposta. Pesquisas recentes sugerem que aqueles que consideram suficientes quatro ou cinco horas de sono por noite, na realidade, necessitariam dormir mais. Aparentemente, pessoas mais velhas dormem menos. Entretanto, o tempo que passam dormindo pode ser exatamente o mesmo da mocidade, dividido em períodos mais curtos e de sono mais superficial. Localizar as causas da insônia pode ser facilitado pela poli-sonografia, um exame que monitora o paciente enquanto dorme.
senhor drauzio, o senhor acha mesmo que um insone vai conseguir dormir cheio de fio na cabeça? se ele não consegue na tranquilidade do seu lar?!
dica n° 1: esqueça que o que você tem é uma doença. está tudo bem com você, só falta relaxar...
Insônia pode ser tratada com medicamentos que devem ser prescritos pelo médico. Não se automedique.
"não se automedique" em nenhuma situação, não é mesmo? mas eu desconfio dos médicos. tomar remédio pra dormir? só em caso extremo, não? porque ele não vai te curar a insônia (a causa em si), vai fazer você chapar naquele dia.
dica n° 2: esqueça que o que você tem é uma doença. está tudo bem com você, só falta relaxar...
Causas da insônia
A insônia pode ter causas orgânicas e psíquicas. Pesquisas apontam a produção inadequada de serotonina pelo organismo e o estresse provocado pelo desgaste quotidiano ou por situações-limite como causas mais importantes.
bem, no caso de situações limite (como algo importante "de tirar o sono" no dia seguinte) não podemos chamar isso de insônia, não é mesmo? é normal, todo mundo tem direito de ter dias especiais nessa vida, o que é até saudável. mas se isso acontece todos os dias, acho que está na hora de rever seu conceito de "dias especiais" e "momentos importantes".
Recomendações
Algumas mudanças simples no estilo de vida podem ajudar a combater a insônia, mesmo quando ela for crônica:
·Limite o consumo de cafeína presente no café, chás, colas, chocolates, etc. Até a cafeína usada como ingrediente de alguns alimentos pode prejudicar o sono das pessoas mais sensíveis;
já provou chá-fé? prove de novo. da primeira vez eu também não gostei. hoje em dia não consigo tomar nem um gole de expresso. mas, se isso é impossível pra você, então tome menos, não é mesmo? seu estômago agradece.
·Converse com seu médico sobre os remédios que esteja usando. Certos medicamentos descongestionantes podem ser tão estimulantes quanto a cafeína;
lá vem o dr. drauzio e sua mania de remédios. remédio é coisa pra doente. por que que todo médico parte do princípio de que somos doentes?
dica n°3: esqueça que o que você tem é uma doença. está tudo bem com você, só falta relaxar...
·Exercite-se regularmente, mas não perto da hora de dormir. Atividade física regular é essencial para quem sofre de ansiedade e ajuda a dormir melhor. No entanto, a prática de exercícios vigorosos à noite pode atrapalhar o sono;
ontem saiu no jornal que exercício físico à noite fazia bem pro sono... enfim, enquanto os médicos discutem seus detalhes, de uma coisa a gente sabe: se dá sono ou não, não importa. mas só o fato de cansar já ajuda. estar cansado é o primeiro passo para dormir...
·Estabeleça uma rotina para seu horário de dormir e de despertar. O relógio biológico responde melhor se habituado a horários regulares. Mesmo nos finais de semana, tente manter o esquema estabelecido para os dias úteis;
isso porque provavelmente ele é um cidadão de rotina. se você é autônomo como eu, sabe que é um pouco difícil ter uma rotina quando não é você quem escolhe seus horários. e que a cada dia é alguém diferente quem escolhe os seus horários. portanto, confie apenas no seu despertador e tente se dar 8 horas de sono. e, às vezes, dizer "não posso, pra mim não vai dar" também é legal.
·Procure relaxar antes de ir para cama. Ouça música, leia um pouco, converse, assista a um filme. Lembre-se de que, depois de uma noite de sono reparador, as soluções para os problemas podem fluir melhor. Se nada disso resolver, vale a pena buscar ajuda profissional;
e acrescentaria a essa lista de relaxar: um vinho e coisinhas relaxantes. entendam a segunda coisa conforme seu gosto pessoal.
·Use técnicas de relaxamento. Progressivamente contraia e relaxe todos os músculos do corpo, começando pelos dedos dos pés e terminando na face. Massageie suavemente o couro cabeludo. Tente visualizar uma cena ou paisagem que lhe traga satisfação;
nunca tinha ouvido falar nessa técnica de relaxamento de contrair e relaxar todos os músculos... e olha que faço teatro há mais de 20 anos e a maioria das aulas começam ou terminam com o relaxamento. vou experimentar. quanto à massagem, essa pra mim é a melhor solução para quem tem insônia. mas como pra isso é preciso que haja alguém disponível para isso antes de você dormir, aconselho mexer na sobrancelha bem levinho. você mesmo faz e dá um soniiiim...
·Tome um banho morno. Deixe a água escorrer pelo corpo durante algum tempo, pois isso ajuda a relaxar os músculos tensos;
perfeito. tem também a bolsa de água quente, que é como levar o banho morno pra cama!
·Tome um copo de leite morno. O leite contém o aminoácido triptofano, que relaxa os músculos e induz o sono;
particularmente, odeio leite. só com café. mas, como estamos aqui falando de quem não tem facilidade para dormir (porque eu realmente não vejo problema em tomar um café quentinho e dormir em seguida...) tenho um outro conselho que li outro dia e me pareceu bom: leite morno com canela é bom pro sono. se vai te fazer dormir eu não sei, mas o sabor do leite morno com canela me pareceu bastante agradável...
·Experimente ingerir chás à base de ervas como camomila, erva-doce, erva-cidreira, etc. Eles têm sido usados há séculos por pessoas que garantem sua ação relaxante;
não confunda com chás à base de chá preto. iced tea não é bem um chazinho, vai.
·Certifique-se de que não há claridade no quarto e a temperatura é agradável. Mesmo pouca luz pode atrapalhar o sono de algumas pessoas.
black out nas cortinas!
·Use protetores nos ouvidos, se o barulho incomoda e não há como eliminá-lo;
na cidade grande, isso é realmente um problema. até eu tenho acordado querendo bater no responsável pela obra aqui do lado.
·Escolha o colchão adequado para seu peso e altura. Colchões muito macios ou muito duros são contra-indicados;
·Reserve a cama somente para dormir e para relações íntimas. Evite ler, ver TV, trabalhar e conversar no quarto;
tirei o computador do quarto! super aconselho!
·Relações sexuais são relaxantes. Após o orgasmo, as pessoas tendem a ficar sonolentas;
olha só, que maravilha. eu confesso que fico muito bem disposta, obrigada, após as relações. mas como elas vêm geralmente acompanhadas de cafuné eu durmo rapidamente. aliás, quando é mesmo que eu não durmo rapidamente?
mas ainda sobre isso, outro dia estive pensando sobre os tântricos da vida. porque assim, deve ser excepcional. na verdade, o mínimo do mínimo que pude experimentar, comprovou. é excepcional. mas não é preciso expelir seus potenciais junto do tal zinco, para relaxar? então, meu amigo tântrico, desapegue. você vai produzir mais, não se preocupe.
·Levante-se, se não conseguiu dormir depois de trinta minutos deitado. Ficar na cama acordado pode aumentar a ansiedade, a irritação e, conseqüentemente, a insônia. Procure distrair-se com alguma atividade tranqüila e depois, mais cansado, volte para a cama e tente dormir. Repita o esquema, se necessário. Usando essa técnica, muitas pessoas conseguem reverter o processo.
discordei, dr dráuzio. penso que essa situação está errada desde o início da sua colocação. se o insone já vai pra cama pensando que ele é insone e não vai conseguir dormir (ai meu deus, está na hora de dormir, eu sou insone e não vou conseguir dormir)... pára tudo. tudo errado, assim você não vai dormir mesmo.
dica n°4: esqueça que o que você tem é uma doença. está tudo bem com você, só falta relaxar...
então, se está na hora de dormir, vá deitar. se você não conseguir dormir, não tem problema, não durma. mas descanse seu corpo, pelo menos. não dá pra pensar que nós é que controlamos o sono, tem de deixar ele vir. e o corpo precisa dele, mais cedo ou mais tarde ele vai vir.
então se você passou a noite inteira deitado, descansando, e sem dormir, levante-se na hora em que tem de levantar e siga seu dia normalmente. o corpo está descansado para isso. na próxima noite, faça o mesmo. deite sem a preocupação de ter de dormir. só descanse o corpo. nem o maior dos insones vai conseguir virar mais de 3 noites... eu acho.
bom, o artigo do dr. dráuzio acaba meio deprê, achei melhor parar por aqui.
então fui olhar outros especialistas, já que, mesmo admirando o dr varella, discordei bastante dele. google, pesquisa, insônia, mil artigos, tempo passa e eu lendo, lendo, lendo.
enquanto lia, pensava: mas por quê, meu deus, essas pessoas não conseguem dormir??
então olhei o relógio.
daqui a pouco vai amanhecer.
e daqui a mais um pouco eu vou acordar.
e o que eu estou fazendo acordada até essa hora???
entendi os insones.
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gostou?
gostou?
sábado, 3 de julho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Rascunho
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o frio que fazia fora ressoava dentro e... seleciona. deleta. essa não sou eu.
o rio que fazia a volta atrás da casa não... seleciona. deleta. esse não é meu.
escreve, pensa. deleta.
escreve, pensa. deleta.
escreve, pensa. deleta.
que antes, naquele antes em que usávamos caderno e lápis, ao menos era necessária alguma força braçal para usar borracha. e, ainda assim, se essa força não fosse lá muito significativa, o escrito ficava ali, numa sombrinha. ficava ali, lembrando, tentando os olhos de que ainda poderia ser lido, caso a mente se esquecesse de esquecer.
e confesso que jamais consegui escrever à caneta, pelo seu poder de eternidade. ou pelo meu pavor de texto rabiscado.
e foi então que o computador, meu temido inimigo na época de excesso de idealismo, surgiu como um querido companheiro guardador de palavras. sem apontador de sujar papel, sem a angustiante última página do caderno e com a tecla delete. que limpa daquele jeito fácil. jeito de recomeço, de caderno novo: seleciona, deleta.
e teclando, tantos rascunhos puderam ser expurgados.
expurgados e apagados.
e sentindo, tantos gritos puderam ser digitados.
e às vezes, muitas vezes apagados.
rascunho passou a fazer parte não mais daquilo que era inacabado.
rascunho agora entrou na lista do que é transitório.
e assim, como quem não quer nada, pode-se sempre recomeçar do zero.
deletar passado, desvencilhar contatos, criar novo perfil, ou novo site.
jogar arquivo na lixeira.
e pra onde será que vai tanto lixo? onde se escondem as palavras?
será que uma vez deletadas não iremos nunca revisitá-las?
nunca alcançaremos a saudade, a memória, a vontade de abrir agenda antiga e re-sentir?
quase sinto esse reflexo hoje em dia.
do mundo de palavras apagáveis.
da sobra de poemas ejetáveis.
e então sozinha eu peço (torço, rezo) pra que toda essa evolução prática da nossa vida escrita
não ecoe dentro, na atitude das pessoas, nenhuma delas.
e então sozinha eu rezo (quero, espero) não deixar passar pro corpo
todo esse mecanismo deletável num clique. num encostar de tecla.
é que na verdade eu temo (tremo, vivo)
todo esse horror pensado, tudo isso
eu temo que hoje, isso
já nos tenha acontecido.
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o frio que fazia fora ressoava dentro e... seleciona. deleta. essa não sou eu.
o rio que fazia a volta atrás da casa não... seleciona. deleta. esse não é meu.
escreve, pensa. deleta.
escreve, pensa. deleta.
escreve, pensa. deleta.
que antes, naquele antes em que usávamos caderno e lápis, ao menos era necessária alguma força braçal para usar borracha. e, ainda assim, se essa força não fosse lá muito significativa, o escrito ficava ali, numa sombrinha. ficava ali, lembrando, tentando os olhos de que ainda poderia ser lido, caso a mente se esquecesse de esquecer.
e confesso que jamais consegui escrever à caneta, pelo seu poder de eternidade. ou pelo meu pavor de texto rabiscado.
e foi então que o computador, meu temido inimigo na época de excesso de idealismo, surgiu como um querido companheiro guardador de palavras. sem apontador de sujar papel, sem a angustiante última página do caderno e com a tecla delete. que limpa daquele jeito fácil. jeito de recomeço, de caderno novo: seleciona, deleta.
e teclando, tantos rascunhos puderam ser expurgados.
expurgados e apagados.
e sentindo, tantos gritos puderam ser digitados.
e às vezes, muitas vezes apagados.
rascunho passou a fazer parte não mais daquilo que era inacabado.
rascunho agora entrou na lista do que é transitório.
e assim, como quem não quer nada, pode-se sempre recomeçar do zero.
deletar passado, desvencilhar contatos, criar novo perfil, ou novo site.
jogar arquivo na lixeira.
e pra onde será que vai tanto lixo? onde se escondem as palavras?
será que uma vez deletadas não iremos nunca revisitá-las?
nunca alcançaremos a saudade, a memória, a vontade de abrir agenda antiga e re-sentir?
quase sinto esse reflexo hoje em dia.
do mundo de palavras apagáveis.
da sobra de poemas ejetáveis.
e então sozinha eu peço (torço, rezo) pra que toda essa evolução prática da nossa vida escrita
não ecoe dentro, na atitude das pessoas, nenhuma delas.
e então sozinha eu rezo (quero, espero) não deixar passar pro corpo
todo esse mecanismo deletável num clique. num encostar de tecla.
é que na verdade eu temo (tremo, vivo)
todo esse horror pensado, tudo isso
eu temo que hoje, isso
já nos tenha acontecido.
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segunda-feira, 21 de junho de 2010
Modo De Usar
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modo de usar um coração cansado:
1. vaza. isso mesmo, você entendeu bem, sai daqui.
2. ok, você insiste, vamos lá. o que você quer? uma relação estável, um casamento belo e filhos correndo pela casa? resposta errada, isso só se descobre com o tempo, não é assim que funciona. sexo? hm... se você for limpinho, poderemos estudar essa proposta. virar meu brother? não, obrigada, já tenho muitos, não estou interessada. nada? como nada? só ficar aqui mais um pouquinho? ...ok, próximo passo.
3. não tente jogar nem ser malandro. de boba eu só tenho cara e jeito.
4. não me venha com flores e bombons. acho cafona. declarações e frases feitas. acho cafona. aliás, tenho achado quase tudo cafona, me desculpe, meu bem.
5. não me venha com vozinha de criança. já foi-se o tempo em que eu achava bonitinho.
6. tenho irmãs, muitos amigos homens, um trabalho que me consome, uma vida própria arduamente conquistada. segura tua onda de ciúmes. até porque eu sou respeitosa nesse sentido.
7. paixão tem que ser equilibrada. se você vier demais, eu fujo. se você vier de menos, eu fujo.
8. sou sempre da verdade. pode falar, que dói menos.
9. sexo é muito bom, mas não me deixe com marcas no pescoço. já passamos dos 15.
10. o que você faz da vida? independentemente do que seja, é importante que você faça alguma coisa da sua vida.
11. gosto muito de carinho, mas odeio grude.
12. gosto muito de sair, mas odeio night.
13. gosto muito de ficar em casa, mas odeio me sentir enfurnada.
14. sobre o celular: se eu te ligar e você não puder atender, fala logo, assim que puder. se eu te mandar um torpedo, me responda ainda que seja um "não". se você me ligar e eu não atender, o farei assim que puder. se você me mandar um torpedo e eu não responder, pode ser que não saiba como te dizer um "não".
15. grossa? só até a página 2. fofa? só até o primeiro parágrafo. cascorada? é, tens razão.
16. pode insistir, manuseie com moderação e bom apetite.
modo de usar um coração que ainda:
1. oooooi.
2. sorriso de canto de boca. e aí, o que você manda?
3. acho malandragem até bonitinho, mas é o primeiro passo pra não confiar em você.
4. um girassol plantado ou uma planta num vaso? acho cafona não, pode ser um presente interessante...
5. sussuro não é vozinha de criança.
6. ciúme é sempre ponto pro sujeito de quem você tem ciúme. mas uma pegada bem dada na cintura de "vem aqui que você é minha" soa bem.
7. paixão tem de ser equilibrada. me olha nos olhos que a gente percebe juntos como estamos.
8. sou sempre da verdade, mas só me conte o que eu te perguntar.
9. sexo é muito bom, não me deixe na vontade. já passamos dos 15.
10. o que você faz da vida? e o que pretende fazer? vamos fazer planos juntos?
11. gosto muito de carinho. se você gosta de fazer, ótimo. se não... não quer tentar? se você gosta de receber, ótimo. se não... me avisa, que eu faço em mim mesma.
12. gosto muito de sair, qual é a boa?
13. gosto muito de ficar em casa, qual é o filme?
14. sobre o celular: guardei uma mensagem na caixa de rascunhos e estou na dúvida se envio ou não...
15. grossa? fofa? cascorada? ah... ainda estou disposta a tentar.
16. seja bem vindo.
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modo de usar um coração cansado:
1. vaza. isso mesmo, você entendeu bem, sai daqui.
2. ok, você insiste, vamos lá. o que você quer? uma relação estável, um casamento belo e filhos correndo pela casa? resposta errada, isso só se descobre com o tempo, não é assim que funciona. sexo? hm... se você for limpinho, poderemos estudar essa proposta. virar meu brother? não, obrigada, já tenho muitos, não estou interessada. nada? como nada? só ficar aqui mais um pouquinho? ...ok, próximo passo.
3. não tente jogar nem ser malandro. de boba eu só tenho cara e jeito.
4. não me venha com flores e bombons. acho cafona. declarações e frases feitas. acho cafona. aliás, tenho achado quase tudo cafona, me desculpe, meu bem.
5. não me venha com vozinha de criança. já foi-se o tempo em que eu achava bonitinho.
6. tenho irmãs, muitos amigos homens, um trabalho que me consome, uma vida própria arduamente conquistada. segura tua onda de ciúmes. até porque eu sou respeitosa nesse sentido.
7. paixão tem que ser equilibrada. se você vier demais, eu fujo. se você vier de menos, eu fujo.
8. sou sempre da verdade. pode falar, que dói menos.
9. sexo é muito bom, mas não me deixe com marcas no pescoço. já passamos dos 15.
10. o que você faz da vida? independentemente do que seja, é importante que você faça alguma coisa da sua vida.
11. gosto muito de carinho, mas odeio grude.
12. gosto muito de sair, mas odeio night.
13. gosto muito de ficar em casa, mas odeio me sentir enfurnada.
14. sobre o celular: se eu te ligar e você não puder atender, fala logo, assim que puder. se eu te mandar um torpedo, me responda ainda que seja um "não". se você me ligar e eu não atender, o farei assim que puder. se você me mandar um torpedo e eu não responder, pode ser que não saiba como te dizer um "não".
15. grossa? só até a página 2. fofa? só até o primeiro parágrafo. cascorada? é, tens razão.
16. pode insistir, manuseie com moderação e bom apetite.
modo de usar um coração que ainda:
1. oooooi.
2. sorriso de canto de boca. e aí, o que você manda?
3. acho malandragem até bonitinho, mas é o primeiro passo pra não confiar em você.
4. um girassol plantado ou uma planta num vaso? acho cafona não, pode ser um presente interessante...
5. sussuro não é vozinha de criança.
6. ciúme é sempre ponto pro sujeito de quem você tem ciúme. mas uma pegada bem dada na cintura de "vem aqui que você é minha" soa bem.
7. paixão tem de ser equilibrada. me olha nos olhos que a gente percebe juntos como estamos.
8. sou sempre da verdade, mas só me conte o que eu te perguntar.
9. sexo é muito bom, não me deixe na vontade. já passamos dos 15.
10. o que você faz da vida? e o que pretende fazer? vamos fazer planos juntos?
11. gosto muito de carinho. se você gosta de fazer, ótimo. se não... não quer tentar? se você gosta de receber, ótimo. se não... me avisa, que eu faço em mim mesma.
12. gosto muito de sair, qual é a boa?
13. gosto muito de ficar em casa, qual é o filme?
14. sobre o celular: guardei uma mensagem na caixa de rascunhos e estou na dúvida se envio ou não...
15. grossa? fofa? cascorada? ah... ainda estou disposta a tentar.
16. seja bem vindo.
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quinta-feira, 17 de junho de 2010
Infancia
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quando eu era pequena, bem menor do que a pequena que sou hoje, tinha duas grandes amigas inseparaveis.
a gente sempre se escrevia mil bilhetes e declaracoes de amizade eterna.
isso era quase todo dia.
entao muitos anos se passaram e cada uma foi viver sua vida, uma casou, eu mudei pro outro lado da ponte, outra mudou pra outro continente.
e nunca mais.
coisa de mais de dez anos depois, vim reencontrar uma delas, essa que eu menos via, essa que pegou um aviao e sumiu por um tempao.
esqueci de me preocupar se daria certo, se a gente ainda ia conviver normalmente, como se o tempo nao tivesse passado.
nos lembramos disso ontem: como seria, se ficasse meio torto?
mas logo entramos num assunto importante, de quando sera mesmo a minha volta?
pois sim.
lembrei dos bilhetes coloridos "nossa amizade nunca vai acabar!"
crianca sabe das coisas.
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quando eu era pequena, bem menor do que a pequena que sou hoje, tinha duas grandes amigas inseparaveis.
a gente sempre se escrevia mil bilhetes e declaracoes de amizade eterna.
isso era quase todo dia.
entao muitos anos se passaram e cada uma foi viver sua vida, uma casou, eu mudei pro outro lado da ponte, outra mudou pra outro continente.
e nunca mais.
coisa de mais de dez anos depois, vim reencontrar uma delas, essa que eu menos via, essa que pegou um aviao e sumiu por um tempao.
esqueci de me preocupar se daria certo, se a gente ainda ia conviver normalmente, como se o tempo nao tivesse passado.
nos lembramos disso ontem: como seria, se ficasse meio torto?
mas logo entramos num assunto importante, de quando sera mesmo a minha volta?
pois sim.
lembrei dos bilhetes coloridos "nossa amizade nunca vai acabar!"
crianca sabe das coisas.
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sábado, 5 de junho de 2010
Essa Coisa Nova Iorque
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eu ia escrever um diario de bordo.
eu ia.
so consegui parar pra escrever no terceiro dia, entao comecei um triario de bordo.
parei no inicio do dia 3 e nao consegui terminar.
hoje e o dia 5 e nao vou voltar pra escrever tudo o que falta.
.
tudo bem, vai.
depois eu conto com calma.
depois escrevo todas as dicas de lugarezinhos interessantes!
.
that's it!
i'm gonna have fun!
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eu ia escrever um diario de bordo.
eu ia.
so consegui parar pra escrever no terceiro dia, entao comecei um triario de bordo.
parei no inicio do dia 3 e nao consegui terminar.
hoje e o dia 5 e nao vou voltar pra escrever tudo o que falta.
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tudo bem, vai.
depois eu conto com calma.
depois escrevo todas as dicas de lugarezinhos interessantes!
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that's it!
i'm gonna have fun!
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domingo, 30 de maio de 2010
Teoria de Organização da Casa
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eu vivia muito bem com a minha casinha, a minha cozinha, as minhas coisinhas. esse bando de "minhas" e "inhas" que a gente um dia de repente passa a ter e de repente passa a se apegar, a não saber mais viver sem.
pois bem.
estava tudo em paz.
eis que, uma vez numa casa nova um pouquinho maior... novas coisinhas, novas "minhas", novas "inhas".
mas ainda assim, tudo em paz.
maaas...
casa nova um pouquinho maior, responsabilidade aumenta, necessidade de trabalhar mais (é, é possível!) aumenta junto.
tudo certo, horário a gente ajeita, trabalho a gente sua, final do dia em casa era glória.
e por falar em glória...
precisei urgentemente voltar a ter faxineira quinzenal. (que eu dou duro mas não sou duas)
então glória veio.
pra quem não sabe, glória é o nome inventado (pra fazer jus ao trocadilho) da super faxineira da minha mãe. que pra ser faxineira da minha mãe, só mesmo sendo super.
então, glória é super também de confiança e já no primeiro dia estava com a chave de casa enquanto eu trabalhava.
então cheguei em casa e glória já tinha ido embora.
abrindo a porta, cheirinho de cera no chão, piso bri-lhan-do!
huuuummmm! que delícia!
entrei.
so.cor.rooooo!!!
de quem é essa casa?
na cozinha, os objetos de cima da mesa estavam em cima do fogão, já os de cima do fogão, estavam em cima da mesa.
esses ímãs de geladeira, não eram lá em cima? o que estão fazendo caídos pela lateral?
a escadinha eu usava pra banco, não precisa guardar no banheirinho.
calma.
entra em casa e relaxa.
o sofá é mais pra cá e... ah!!! minha mesinha, que fizeram com você? as plantas ficam do lado de cá, aqui é o vaso de flor seca e o cinzeiro grande é assim, na diagonal, enquanto o porta incensos é que fica assim, paralelo.
e enquanto arrumava milimetricamente os vasos pequenos na frente, os maiores atrás, a jarra na diagonal combinando com o cinzeiro..........
meu deus!!!
EU TENHO TOC!
nunca imaginei que uma simples vinda de glória (que realmente dá toda conta do recado, a casa fica um brinco, roupinhas lavadas, louças todas bem guardadas, etc etc etc) fosse desestabilizar tanto.
e mais.
pudesse ser tão reveladora.
certamente essa coisa do toc ficou remoendo na minha cabeça a semana inteira. até chegar o dia da terapia.
mas lá já estava tudo resolvido:
toc é uma coisa.
o que eu tenho são apenas pequenas manias... coisinhas que me apeguei porque quis, e posso muito bem desapegar, se eu quiser.
mas eu não quero.
e não quero mesmo, porque adoro chegar em casa e ver tudo em seu lugar, bonitinho, sorrindo, me esperando.
simples assim.
nem me preocupei!
pois se tem uma coisa que acontece quando a gente amadurece (não são manias de gente velha, veja bem!) é que a gente se aceita um pouco mais. e me faz bem a casa assim. e não faz mal a ninguém.
portanto... NEM ME PREOCUPEI!
tá bom. é claro que me preocupei.
agora fico treinando deixar as louças de propósito na pia. e não lavo na hora! não lavo! tira a mão daí, tatiana, tá proibido!
ah... passando uma aguinha e jogando detergente em cima, já consegui deixar mais de três dias!
toc?
nem.
apenas uma teoria de organização da casa...
nada de obsessivo.
nada de compulsivo.
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eu vivia muito bem com a minha casinha, a minha cozinha, as minhas coisinhas. esse bando de "minhas" e "inhas" que a gente um dia de repente passa a ter e de repente passa a se apegar, a não saber mais viver sem.
pois bem.
estava tudo em paz.
eis que, uma vez numa casa nova um pouquinho maior... novas coisinhas, novas "minhas", novas "inhas".
mas ainda assim, tudo em paz.
maaas...
casa nova um pouquinho maior, responsabilidade aumenta, necessidade de trabalhar mais (é, é possível!) aumenta junto.
tudo certo, horário a gente ajeita, trabalho a gente sua, final do dia em casa era glória.
e por falar em glória...
precisei urgentemente voltar a ter faxineira quinzenal. (que eu dou duro mas não sou duas)
então glória veio.
pra quem não sabe, glória é o nome inventado (pra fazer jus ao trocadilho) da super faxineira da minha mãe. que pra ser faxineira da minha mãe, só mesmo sendo super.
então, glória é super também de confiança e já no primeiro dia estava com a chave de casa enquanto eu trabalhava.
então cheguei em casa e glória já tinha ido embora.
abrindo a porta, cheirinho de cera no chão, piso bri-lhan-do!
huuuummmm! que delícia!
entrei.
so.cor.rooooo!!!
de quem é essa casa?
na cozinha, os objetos de cima da mesa estavam em cima do fogão, já os de cima do fogão, estavam em cima da mesa.
esses ímãs de geladeira, não eram lá em cima? o que estão fazendo caídos pela lateral?
a escadinha eu usava pra banco, não precisa guardar no banheirinho.
calma.
entra em casa e relaxa.
o sofá é mais pra cá e... ah!!! minha mesinha, que fizeram com você? as plantas ficam do lado de cá, aqui é o vaso de flor seca e o cinzeiro grande é assim, na diagonal, enquanto o porta incensos é que fica assim, paralelo.
e enquanto arrumava milimetricamente os vasos pequenos na frente, os maiores atrás, a jarra na diagonal combinando com o cinzeiro..........
meu deus!!!
EU TENHO TOC!
nunca imaginei que uma simples vinda de glória (que realmente dá toda conta do recado, a casa fica um brinco, roupinhas lavadas, louças todas bem guardadas, etc etc etc) fosse desestabilizar tanto.
e mais.
pudesse ser tão reveladora.
certamente essa coisa do toc ficou remoendo na minha cabeça a semana inteira. até chegar o dia da terapia.
mas lá já estava tudo resolvido:
toc é uma coisa.
o que eu tenho são apenas pequenas manias... coisinhas que me apeguei porque quis, e posso muito bem desapegar, se eu quiser.
mas eu não quero.
e não quero mesmo, porque adoro chegar em casa e ver tudo em seu lugar, bonitinho, sorrindo, me esperando.
simples assim.
nem me preocupei!
pois se tem uma coisa que acontece quando a gente amadurece (não são manias de gente velha, veja bem!) é que a gente se aceita um pouco mais. e me faz bem a casa assim. e não faz mal a ninguém.
portanto... NEM ME PREOCUPEI!
tá bom. é claro que me preocupei.
agora fico treinando deixar as louças de propósito na pia. e não lavo na hora! não lavo! tira a mão daí, tatiana, tá proibido!
ah... passando uma aguinha e jogando detergente em cima, já consegui deixar mais de três dias!
toc?
nem.
apenas uma teoria de organização da casa...
nada de obsessivo.
nada de compulsivo.
.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Irmãs. Avião. Capital.
.
elas estavam ali, planejando.
mais uma vez.
mais uma de tantas outras que nem sempre concretizaram.
elas estavam ali, e dessa vez era muito concreto.
tanto que soava mentira.
.
elas já treinavam o falar-palavra only in english now
elas catavam o mapa e os pontos que iriam
elas se lembravam do que não poderiam esquecer
elas dificilmente esqueciam
.
concreto.
passagem na mão.
visto.
sonhos.
delírios.
.
eis que a imagem de um chá numa esquina qualquer foi o que acalmou a euforia, eis que a imagem delas sentadas juntas as fez respirar de leve, sorrir de graça, entender tudo.
o melhor não era sair de férias, o melhor não era atravessar continente, o melhor não era conhecer tudo e tanto.
o melhor é que seria isso tudo. novamente juntas.
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elas estavam ali, planejando.
mais uma vez.
mais uma de tantas outras que nem sempre concretizaram.
elas estavam ali, e dessa vez era muito concreto.
tanto que soava mentira.
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elas já treinavam o falar-palavra only in english now
elas catavam o mapa e os pontos que iriam
elas se lembravam do que não poderiam esquecer
elas dificilmente esqueciam
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concreto.
passagem na mão.
visto.
sonhos.
delírios.
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eis que a imagem de um chá numa esquina qualquer foi o que acalmou a euforia, eis que a imagem delas sentadas juntas as fez respirar de leve, sorrir de graça, entender tudo.
o melhor não era sair de férias, o melhor não era atravessar continente, o melhor não era conhecer tudo e tanto.
o melhor é que seria isso tudo. novamente juntas.
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