.
ei, me ensina?
como faz pra seguir tão reto?
e sorrir mais calmo, e brilhar intenso, e viver discreto?
ei, você, me ensina?
como sabe descer o barranco?
desligar contatos e ser vida mansa?
e deixar os dias sem os solavancos?
por favor... me ensina?
que eu pensei saber
fiz seguir em frente, fiz trabalhos tantos, fiz colecionar...
e pareço ainda na fase do meio termo
onde já me soube um tanto
e no mais, papel em branco
fico na eminência de acreditar
ei.
perdão.
já desaprendi.
quase desisti.
quase fui razão.
mas em erupção
eu não resisti.
por favor? me ensina?
eu que já parei.
isso que acabou.
e estou aqui.
devagar...
me ensina?
.
gostou?
gostou?
quarta-feira, 5 de maio de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
Se Não É Receita, É Amor
bolo de limão
.
ele não tem o approach do de chocolate com calda de brigadeiro derretendo.
decerto que não.
é mais discreto.
tem sabor específico, excêntrico e exclusivo
do natural com doce e toque ácido para paladares requintados.
fora a casquinha de açúcar que não é de doce enjôo
mas com uma graça de toque final.
bolo de limão não é tão popular quanto a torta de mesmo sabor
tampouco menos delicioso.
é daqueles doces feitos pra bom entendedor de doces
e de bom entendedor não chamo os que se lambuzam a qualquer preço
mas aquele que sabe quando é que se vale a pena ingerir
bolo de limão é doce fino
de se poder comer uma fina fatia pra sempre
que não enjôa
e cai MUITO BEM com caipisaquê de morango com canela!
apreciem, mas guardem um pedaço pra mim.
ingredientes:
3 claras de ovo
3 gemas de ovo
2 1/2 xícaras (chá) de açúcar
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de margarina
1 lata de creme de leite sem soro
1 colher (sopa) de fermento em pó
2 colheres (sobremesa) de raspas de limão
1/2 xícara (chá) de suco de limão
modo de preparo:
bata as claras de ovo em neve e reserve.
bata 2 xícaras do açúcar, as gemas de ovo e a margarina.
junte o creme de leite sem soro e a farinha de trigo e bata novamente.
acrescente as claras em neve e misture.
junte as raspas de limão e o fermento e mexa delicadamente.
leve para assar em forma de buraco untada em forno médio, pré-aquecido, por 30 minutos aproximadamente.
depois de assado, desenforme e regue com a calda feita com o suco de limão e o restante do açúcar.
bon apetit!
.
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ele não tem o approach do de chocolate com calda de brigadeiro derretendo.
decerto que não.
é mais discreto.
tem sabor específico, excêntrico e exclusivo
do natural com doce e toque ácido para paladares requintados.
fora a casquinha de açúcar que não é de doce enjôo
mas com uma graça de toque final.
bolo de limão não é tão popular quanto a torta de mesmo sabor
tampouco menos delicioso.
é daqueles doces feitos pra bom entendedor de doces
e de bom entendedor não chamo os que se lambuzam a qualquer preço
mas aquele que sabe quando é que se vale a pena ingerir
bolo de limão é doce fino
de se poder comer uma fina fatia pra sempre
que não enjôa
e cai MUITO BEM com caipisaquê de morango com canela!
apreciem, mas guardem um pedaço pra mim.
ingredientes:
3 claras de ovo
3 gemas de ovo
2 1/2 xícaras (chá) de açúcar
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de margarina
1 lata de creme de leite sem soro
1 colher (sopa) de fermento em pó
2 colheres (sobremesa) de raspas de limão
1/2 xícara (chá) de suco de limão
modo de preparo:
bata as claras de ovo em neve e reserve.
bata 2 xícaras do açúcar, as gemas de ovo e a margarina.
junte o creme de leite sem soro e a farinha de trigo e bata novamente.
acrescente as claras em neve e misture.
junte as raspas de limão e o fermento e mexa delicadamente.
leve para assar em forma de buraco untada em forno médio, pré-aquecido, por 30 minutos aproximadamente.
depois de assado, desenforme e regue com a calda feita com o suco de limão e o restante do açúcar.
bon apetit!
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terça-feira, 20 de abril de 2010
Sobre Tablados e Estréias
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palco.
a gente ensaia tanto pra saber exatamente tudo o que se pode fazer caso na hora nada dê certo.
mas é que sempre dá.
todas são as possibilidades de crescer dentro daquele (personagem) que já te é tão conhecido.
e na hora, luzes acesas, o brilho nos olhos é outro.
é a alegria emocionada de poder contar aos amigos a que se veio.
e é lindo.
.
estréia é sempre lindo.
.
resta agora, escolha feita, saber ser batalhador-operário-funcionário
aquele que se repete, e se repete, e se repete dia a dia
e é sempre outro o que é sempre igual.
resta agora, parto finalizado, aprender a andar.
.
a tal magia do teatro que nunca entendo...
e por isso mesmo, dele jamais desisto.
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palco.
a gente ensaia tanto pra saber exatamente tudo o que se pode fazer caso na hora nada dê certo.
mas é que sempre dá.
todas são as possibilidades de crescer dentro daquele (personagem) que já te é tão conhecido.
e na hora, luzes acesas, o brilho nos olhos é outro.
é a alegria emocionada de poder contar aos amigos a que se veio.
e é lindo.
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estréia é sempre lindo.
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resta agora, escolha feita, saber ser batalhador-operário-funcionário
aquele que se repete, e se repete, e se repete dia a dia
e é sempre outro o que é sempre igual.
resta agora, parto finalizado, aprender a andar.
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a tal magia do teatro que nunca entendo...
e por isso mesmo, dele jamais desisto.
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domingo, 11 de abril de 2010
Receitinha Da Felicidade
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se você está naqueles dias meio "epa", precisando de uma dosezinha extra de felicidade, lá vai:
.
você vai precisar de:
vontade
liquidifica-dor
uma faca (sem ponta, por favor, não me venha fazer besteira)
pimenta rosa (bolinhas vermelhas que não ardem)
uma manga bem docinha
saquê
gelo
se tiver precisando de dose extra, um pouquinho de açúcar
um belo copo
modo de preparo:
segure a manga com firmeza, como quem tem apetite em resolver problemas e descasque.
a manga inteira. os problemas, um por um.
corte em pedaços pequenos e jogue no liquidifica-dor.
se lambuze com o caroço. aproveite que não tem ninguém olhando. pode lambuzar!
adicione um pouquinho (bem pouquinho) do saquê para bater a manga.
bata, mas deixe alguns pedaços, você não irá se arrepender.
junte a pimenta, mais saquê (agora capriche! vai, só mais um pouquinho...) e o gelo.
e se o momento estiver um bocado azedo, pode acrescentar açúcar.
bata mais, porém não muito. segure-se, pois dá imenso prazer em liquidificar a dor...
sirva no seu copo mais bonito.
uh la lá!
beba em goles sorridentes, com ou sem trilha sonora. se bem que antes do meio do copo você vai acabar ligando o som e, quem sabe, sair dançando pela sala...
se você está naqueles dias meio "epa", precisando de uma dosezinha extra de felicidade, lá vai:
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você vai precisar de:
vontade
liquidifica-dor
uma faca (sem ponta, por favor, não me venha fazer besteira)
pimenta rosa (bolinhas vermelhas que não ardem)
uma manga bem docinha
saquê
gelo
se tiver precisando de dose extra, um pouquinho de açúcar
um belo copo
modo de preparo:
segure a manga com firmeza, como quem tem apetite em resolver problemas e descasque.
a manga inteira. os problemas, um por um.
corte em pedaços pequenos e jogue no liquidifica-dor.
se lambuze com o caroço. aproveite que não tem ninguém olhando. pode lambuzar!
adicione um pouquinho (bem pouquinho) do saquê para bater a manga.
bata, mas deixe alguns pedaços, você não irá se arrepender.
junte a pimenta, mais saquê (agora capriche! vai, só mais um pouquinho...) e o gelo.
e se o momento estiver um bocado azedo, pode acrescentar açúcar.
bata mais, porém não muito. segure-se, pois dá imenso prazer em liquidificar a dor...
sirva no seu copo mais bonito.
uh la lá!
beba em goles sorridentes, com ou sem trilha sonora. se bem que antes do meio do copo você vai acabar ligando o som e, quem sabe, sair dançando pela sala...
domingo, 28 de março de 2010
Da Série: "É Hora de Praticar"
.
mais exercício físico.
as minhas cenas.
o desapego.
o rigor na dieta.
o canto da voz.
o canto da casa.
o domingão.
o foda-se.
o impor limites.
e o deslimite a mim.
boas noites de sono.
a alegria sóbria.
o foda-se.
os últimos detalhes da decoração.
o cavalete com papel e tinta.
o celular desligado.
o foda-se.
momentos a sós.
momentos no sol.
momentos só.
na bicicleta.
o foda-se.
o inglês.
as burocracias da viagem.
subir no palco sendo, não vendo.
o foda-se.
a garantia daquele trabalho.
andar melhor no salto.
o foda-se.
o ame-se.
o jogue-se.
praticar é praquilo que precisa de empurrãozinho inicial, que depois vira hábito.
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mais exercício físico.
as minhas cenas.
o desapego.
o rigor na dieta.
o canto da voz.
o canto da casa.
o domingão.
o foda-se.
o impor limites.
e o deslimite a mim.
boas noites de sono.
a alegria sóbria.
o foda-se.
os últimos detalhes da decoração.
o cavalete com papel e tinta.
o celular desligado.
o foda-se.
momentos a sós.
momentos no sol.
momentos só.
na bicicleta.
o foda-se.
o inglês.
as burocracias da viagem.
subir no palco sendo, não vendo.
o foda-se.
a garantia daquele trabalho.
andar melhor no salto.
o foda-se.
o ame-se.
o jogue-se.
praticar é praquilo que precisa de empurrãozinho inicial, que depois vira hábito.
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segunda-feira, 15 de março de 2010
Terreno Baldio
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e eis que de repente tudo mudou para sempre.
(pois sempre ouvi que as grandes mudanças eram mesmo de repente)
nenhum preparatório, nenhumas vaselinas. clic.
a diferença é que dessa vez o o clic era interno, não tinha a ver com ele, ou com a estória deles.
foi ela que mudou.
ela agora sabia o que queria e, principalmente, o que não queria mais.
e definitivamente ela queria certa coisa completamente diferente.
a sensação de página virada nunca havia sido concreta e agora podia quase enxergar a literalidade da metáfora. talvez ela saísse correndo ou risse, não fosse o fato de deparar não mais com uma nova página em branco do outro lado, mas com o fim do caderno.
fechou a capa dura e emudeceu.
lhe restava então caminhar com calma, tomando cuidado para não esbarrar numa folha seca que porventura lhe cruzasse o caminho. poderia ser um obstáculo e tanto.
era como olhar o querido apartamento construído com apreço e sair. e trancar a porta. e descer as escadas. e olhar para o alto. e avisar sem remorsos ao senhor da construtora: "pode mandar implodir o prédio."
e a poeira lacrimejou os olhos.
e depois da chuva, poeira baixou.
e ela simplesmente observava o terreno, o entulho, a realidade que quebrara fantasias todas.
mochila nas costas, ela era o essencial.
.
depois lembrou que queria ter comemorado com ele seu trabalho novo e ao menos ter feito um brinde, depois viu que esqueceu de apresentar uns detalhes da casa que ele não tinha percebido, depois se deu conta que eles não viajaram juntos nem viveram um décimo do que poderiam ter vivido: um mergulho no mar, uma volta de bicicleta, uma ida ao teatro.
mas esses faziam parte dos sonhos dela. todos dela.
e se eram dela, ninguém jamais, jamais levaria.
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e eis que de repente tudo mudou para sempre.
(pois sempre ouvi que as grandes mudanças eram mesmo de repente)
nenhum preparatório, nenhumas vaselinas. clic.
a diferença é que dessa vez o o clic era interno, não tinha a ver com ele, ou com a estória deles.
foi ela que mudou.
ela agora sabia o que queria e, principalmente, o que não queria mais.
e definitivamente ela queria certa coisa completamente diferente.
a sensação de página virada nunca havia sido concreta e agora podia quase enxergar a literalidade da metáfora. talvez ela saísse correndo ou risse, não fosse o fato de deparar não mais com uma nova página em branco do outro lado, mas com o fim do caderno.
fechou a capa dura e emudeceu.
lhe restava então caminhar com calma, tomando cuidado para não esbarrar numa folha seca que porventura lhe cruzasse o caminho. poderia ser um obstáculo e tanto.
era como olhar o querido apartamento construído com apreço e sair. e trancar a porta. e descer as escadas. e olhar para o alto. e avisar sem remorsos ao senhor da construtora: "pode mandar implodir o prédio."
e a poeira lacrimejou os olhos.
e depois da chuva, poeira baixou.
e ela simplesmente observava o terreno, o entulho, a realidade que quebrara fantasias todas.
mochila nas costas, ela era o essencial.
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depois lembrou que queria ter comemorado com ele seu trabalho novo e ao menos ter feito um brinde, depois viu que esqueceu de apresentar uns detalhes da casa que ele não tinha percebido, depois se deu conta que eles não viajaram juntos nem viveram um décimo do que poderiam ter vivido: um mergulho no mar, uma volta de bicicleta, uma ida ao teatro.
mas esses faziam parte dos sonhos dela. todos dela.
e se eram dela, ninguém jamais, jamais levaria.
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segunda-feira, 8 de março de 2010
Enganar Quem?
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aí eu ia escrever aquele texto suuuper engraçado só pra camuflar que por dentro tá uma 'beleza pura'.
aí não saiu.
aí eu respeitei, sabe?
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aí eu ia escrever aquele texto suuuper engraçado só pra camuflar que por dentro tá uma 'beleza pura'.
aí não saiu.
aí eu respeitei, sabe?
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