Quando é que o certo é certo e o errado é errado?
E, principalmente, quando é que o certo está errado e o errado é o que é o certo?
Viver plenamente é estar na tensão entre o corpo moral e a alma. Imoral.
E toda justificativa, todas as razões, todas as explicadíssimas definições de "o que eu sou" se diluem quando se pensa no dito dia do juízo final, na "cobrança": e você, porque não foi você? Não é possível fugir. Não é justo fugir. Se passamos uma vida inteira cumprindo sabe-se lá o quê, preenchendo os dias com tarefas que nos afastam de nós, será que não estamos perdendo algo precioso? O tempo? O eu? A meta?
E pra onde aponta, interiormente sabemos bem. As certezas estão o tempo inteiro nos gritando, implorando para serem ouvidas. Melhor, atendidas.
Sigamos firme.
Marchemos na confiança.
E, quem tiver a oportunidade, assista "A Alma Imoral", com Clarice Niskier. Mobiliza muitas coisas. Internas. Certezas. Contato. O básico, do qual nos afastamos tanto.
gostou?
gostou?
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
domingo, 12 de agosto de 2007
O Momento Certo
Uma vez, andando na rua, peguei todos os sinais abertos para eu passar. O último não, estava com o bonequinho vermelho me olhando de longe... pensei: será que este será o único fechado? E ele ficou verde no mesmo instante. Sorri sozinha. Lembrei que deveria estar "no momento certo".
No momento certo, temos a impressão de sermos marionetes de algo maior. Ou Deuses de nós próprios.
Como se caminhássemos no tempo correto dos dias que devemos percorrer. Como se pegássemos todos os sinais abertos, e agora não falo só dos sinais de trânsito.
Esse momento chega quando se pensa em alguém e esse alguém liga ou aparece. Ou quando se precisa de algo que acaba te caindo às mãos. Ele chega não só quando tudo o que pensamos acontece, mas quando o próprio pensar é fluido de pré-decisões. Não é um pensamento forçado para que algo aconteça, o momento certo não mora no premeditado, no intencional, no racional. A coisa é bem mais sutil, bem mais sublime... Os dias parecem ter o tamanho deles, não falta nem sobra, e chovem as tais coincidências, nas quais nunca levei muita fé... Estamos nós. Em essência.
Assim, sorrimos à tôa e, se choramos, é com toda sinceridade.
Nasce nesse momento uma tal certeza, não ao certo de quê, mas a certeza em si, de que se está no caminho certo. Uma tranquilidade de respirar e seguir mesmo que não se tenha total clareza de qual direção.
O momento certo não nos diz nada de específico. Nenhuma grande verdade. Não é capaz de revelar futuros, desvendar segredos. Não nos põe à prova, não desafia. Apenas nos dá um chão seguro.
Apenas uma concreta confiança no tempo.
No momento certo, temos a impressão de sermos marionetes de algo maior. Ou Deuses de nós próprios.
Como se caminhássemos no tempo correto dos dias que devemos percorrer. Como se pegássemos todos os sinais abertos, e agora não falo só dos sinais de trânsito.
Esse momento chega quando se pensa em alguém e esse alguém liga ou aparece. Ou quando se precisa de algo que acaba te caindo às mãos. Ele chega não só quando tudo o que pensamos acontece, mas quando o próprio pensar é fluido de pré-decisões. Não é um pensamento forçado para que algo aconteça, o momento certo não mora no premeditado, no intencional, no racional. A coisa é bem mais sutil, bem mais sublime... Os dias parecem ter o tamanho deles, não falta nem sobra, e chovem as tais coincidências, nas quais nunca levei muita fé... Estamos nós. Em essência.
Assim, sorrimos à tôa e, se choramos, é com toda sinceridade.
Nasce nesse momento uma tal certeza, não ao certo de quê, mas a certeza em si, de que se está no caminho certo. Uma tranquilidade de respirar e seguir mesmo que não se tenha total clareza de qual direção.
O momento certo não nos diz nada de específico. Nenhuma grande verdade. Não é capaz de revelar futuros, desvendar segredos. Não nos põe à prova, não desafia. Apenas nos dá um chão seguro.
Apenas uma concreta confiança no tempo.
sábado, 4 de agosto de 2007
Cegueira
Assisti a um filme de detetive que me deixou intrigada, repasso o pensamento:
"Numa cidade, a polícia alertou para misteriosas manchinhas brancas que estariam aparecendo nos pára-brisas dos carros. Em menos de uma semana, nesta cidade, só se falava nas manchinhas brancas dos pára-brisas. Eles conseguiram. Fizeram com que toda a população olhasse apenas para os pára-brisas, não mais através deles..."
Ah! Cuidado com a televisão.
E não se deixe levar por qualquer moda que apareça.
Até breve. Esse post continua em cada um que porventura leia.
"Numa cidade, a polícia alertou para misteriosas manchinhas brancas que estariam aparecendo nos pára-brisas dos carros. Em menos de uma semana, nesta cidade, só se falava nas manchinhas brancas dos pára-brisas. Eles conseguiram. Fizeram com que toda a população olhasse apenas para os pára-brisas, não mais através deles..."
Ah! Cuidado com a televisão.
E não se deixe levar por qualquer moda que apareça.
Até breve. Esse post continua em cada um que porventura leia.
terça-feira, 17 de julho de 2007
Os Astros
Não sou de ter pé-de-coelho nem fazer figa, adoro gatos pretos e passo embaixo de escadas numa boa... Mas vez em quando ler os astros me pega de jeito! E não é que essa história de céu e influências de planeta, estrela tal, às vezes casa certinho?
Andei jogando I Ching. E olhando Mapa. E correndo as páginas da revista do jornal de domingo.
Sei lá se ando de acordo, sei lá se coincidências realmente existem, mas que tem alguém querendo me mandar um recadinho.... isso tem.
O que me faz até repensar um pouco. Mas não chega a me paralisar por completo.
Com licença, obrigada pelos conselhos, mas a vida ainda é minha.
Até a próxima!
Andei jogando I Ching. E olhando Mapa. E correndo as páginas da revista do jornal de domingo.
Sei lá se ando de acordo, sei lá se coincidências realmente existem, mas que tem alguém querendo me mandar um recadinho.... isso tem.
O que me faz até repensar um pouco. Mas não chega a me paralisar por completo.
Com licença, obrigada pelos conselhos, mas a vida ainda é minha.
Até a próxima!
domingo, 15 de julho de 2007
O Dono do Mundo
Faz de conta que o mundo é teu: Reinventa.
Põe o tamanho certo nos dias, cria as pessoas que quiser conviver, acerta a temperatura ao próprio gosto, os temperos que desejar engolir.
Faz de conta que tamanho e distância não importam, cria somente os sentimentos que te fazem crescer. Escolhe afazeres prazerosos, joga no mundo necessidades que podes cumprir.
Fez de conta?
Gostou?
E por que ele é de conta? Faz aí, que o mundo é teu.
Põe o tamanho certo nos dias, cria as pessoas que quiser conviver, acerta a temperatura ao próprio gosto, os temperos que desejar engolir.
Faz de conta que tamanho e distância não importam, cria somente os sentimentos que te fazem crescer. Escolhe afazeres prazerosos, joga no mundo necessidades que podes cumprir.
Fez de conta?
Gostou?
E por que ele é de conta? Faz aí, que o mundo é teu.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Reconstruindo ando-endo indo onde? undo
Palavra é uma pecinha solta.
A gente é que nela sentido põe.
Essa brincadeira de manoel de ensentidar palavras é demais da conta boa!
Sem dar nem tomar nada a gente troca-troca e de sentido quem é fino vê.
E de arrepio quem tem presente assopra.
Reconstruindo a gente bota espaço onde espremido estava. A gente traz mais um onde vazio era. Tirar, não. Tirar nem tem... tem não. Põe vazio que melhora. É quase igual!
O tempo era pecinha solta. Mas o homem deu as mãos do tempo. Aí virou calendário. E como é que nós, homens também (embora antes, menorinhos), fazemos agora pra sentido pôr nos dias? Existe binóculo de ponteiro pra enxergar o movimento das horas?
Continuei desentendida.
Ora, ora.
A gente é que nela sentido põe.
Essa brincadeira de manoel de ensentidar palavras é demais da conta boa!
Sem dar nem tomar nada a gente troca-troca e de sentido quem é fino vê.
E de arrepio quem tem presente assopra.
Reconstruindo a gente bota espaço onde espremido estava. A gente traz mais um onde vazio era. Tirar, não. Tirar nem tem... tem não. Põe vazio que melhora. É quase igual!
O tempo era pecinha solta. Mas o homem deu as mãos do tempo. Aí virou calendário. E como é que nós, homens também (embora antes, menorinhos), fazemos agora pra sentido pôr nos dias? Existe binóculo de ponteiro pra enxergar o movimento das horas?
Continuei desentendida.
Ora, ora.
terça-feira, 3 de julho de 2007
Fantasia
Era uma vez um menino que gostava de inventar momentos.
Ele os colecionava, todos.
Tinha o dia do seu aniversário de 18 anos, o dia em que comprou seu primeiro carro, a cor dos olhos do seu filho com a mulher que ele amaria, o enterro dos avós e o vestibular. Tudo isso já estava pronto em sua coleção de momentos.
Aí um dia ele dormiu profundamente.
E sonhou que acordava.
Depois disso, viveu estranho, ao se olhar no espelho...
Ele os colecionava, todos.
Tinha o dia do seu aniversário de 18 anos, o dia em que comprou seu primeiro carro, a cor dos olhos do seu filho com a mulher que ele amaria, o enterro dos avós e o vestibular. Tudo isso já estava pronto em sua coleção de momentos.
Aí um dia ele dormiu profundamente.
E sonhou que acordava.
Depois disso, viveu estranho, ao se olhar no espelho...
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